BRASIL: Dilma lamenta manipulação de informações: "Tem muita gente torcendo contra o Brasil"

Compartilhar

 

A respeito das distorções, ela recordou que no início do ano parte da mídia tradicional se dedicou à divulgação de informações de que havia risco de apagão – o jornal Folha de S. Paulo tratou como de emergência uma reunião rotineira de técnicos e secretários do setor

 
Por Rede Brasil Atual Quarta-feira, 24 de abril de 2013

“Tem muita gente torcendo para o Brasil dar errado, é só você olhar”, disse a presidenta Dilma Rousseff, durante entrevista coletiva em Brasília, quando questionada se a economia pode atrapalhar a reeleição em 2014. Perguntada por um repórter se o senador Aécio Neves (MG), provável candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, é quem está contra o país, Dilma preferiu não nomear: “Não sei, não perguntei para ele”.
Durante boa parte da entrevista, concedida após a abertura da exposição “O olhar que ouve”, do artista baiano Carlinhos Brown, ela comentou sobre as tentativas de prejuízo à imagem do governo mediante a manipulação de dados econômicos e acrescentou que não tem interesse em antecipar o debate político sobre 2014.
Dilma minimizou o impacto do programa político de quinta-feira do PSB, que deve enaltecer o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, outro possível oponente no próximo ano, que ensaia um discurso no meio do caminho entre base aliada e oposição. “Sabe por que eu não estou em campanha? Porque eu tenho obrigação durante 24 horas por dia de dirigir o Brasil. E quero te dizer o seguinte: É impossível, impossível, qualquer desvio dessa rota.”
A respeito das distorções, ela recordou que no início do ano parte da mídia tradicional se dedicou à divulgação de informações de que havia risco de apagão – o jornal Folha de S. Paulo tratou como de emergência uma reunião rotineira de técnicos e secretários do setor. “Eu estou há mais de 20 anos neste setor elétrico. Hoje eu não estou acompanhando ele diretamente, mas qualquer um que esteve nesse setor sabe que este ano de 2013 foi o ano, nos últimos, pelo menos até onde eu lembro, desde 1999, onde mais entrou geração hidrelétrica e térmica.”
Dilma lamentou ainda que se tente criar fatos em torno da inflação. Ela esclareceu que não fará mais comentários sobre a política de juros do Banco Central, que na semana passada elevou a taxa básica, a Selic, em 0,25 ponto percentual, para 7,5% ao ano. “Eu não vou, em hipótese alguma – porque eu tenho uma responsabilidade presidencial – dar base para qualquer especulação que se faz e que, naquele momento, distorceu minhas palavras. Então eu não vou falar sobre coisas que eu não quero ver distorcidas. O que estou dizendo é isso: o Brasil não flerta com a inflação.”

 
 

Últimos artigos

Por Rui Falcão: Uma semana decisiva que culmina dia 28
segunda, 24 abril 2017, 18:14
    O PT apoia e participa da greve geral nesta sexta-feira, e sua Executiva Nacional estará em Curitiba dia 2 de maio, em homenagem à festa da democracia do dia 3   Paulo Pinto/Agência PT Ato preparatório para a greve geral do... Leia Mais
Por Rui Falcão: A necessidade de derrubar Temer e eleger Lula
terça, 18 abril 2017, 15:08
  Nosso caminho é aumentar as mobilizações, repelir o canto de sereia dos acordos por cima, defender os direitos e lutar pela antecipação das eleições   A impopularidade e o descrédito crescentes de Temer & seus asseclas; a... Leia Mais
Simão Pedro Chiovetti: A gestão Doria – vender SP
quarta, 12 abril 2017, 16:37
  Doria em menos de 100 dias demonstrou que não tem apego algum por SP e muito menos pelos paulistanos da periferia e classe média   Próximo de completar apenas 100 dias à frente da Prefeitura de SP, já é possível perceber que as... Leia Mais
Por Vitor Marques: 100 dias de governo João Doria: a São Paulo virtual e a São Paulo real
quarta, 12 abril 2017, 15:06
  Empossados os novos governos, via de regra, é esperado que a população tenha uma receptividade e uma tolerância maior com aqueles que estão iniciando a nova gestão. Este período é conhecido no vocabulário político como “lua... Leia Mais
Por Emídio de Souza: Algo está errado
terça, 11 abril 2017, 21:35
  Algo está errado. Contrariando a tradição da política brasileira, um partido chama seus filiados a debater seu futuro e escolher seus dirigentes. Mais de 250 mil atendem ao chamado e, sem serem obrigados, vão às urnas em quase 4... Leia Mais