Em Promissão, JPT-SP realiza seminário de formação política dentro de assentamento do MST

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História da juventude, luta de gêneros e movimentos sociais foram os principais temas debatidos na atividade. Por ElineudoMeira, Portal Linha Direta

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A Secretaria Estadual de Juventude do PT-SP realizou neste final de semana, dias 27, 28 e 29 de setembro, o Seminário de Formação Política, no assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A Agrovila Campinas, situada na Fazenda Reunidas, em Promissão, é um importante local para o grupo que, depois de uma longa disputa, foi assentado há 26 anos. Durante o evento, a JPT-SP reuniu cerca de 150 jovens que representam diversos movimentos sociais de São Paulo.

O cronograma de atividades foi dividido em seis temas: 1) Apresentação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, e vivencia no assentamento; 2) Formação histórica do Brasil; 3) A formação do PT e as lutas populares: depoimento e entrevistas; 4) Gênero, mulheres e a juventude, 5) História da juventude do PT; e 6) Juventude e os movimentos sociais.

Rogério Cruz, secretário estadual da Juventude do PT-SP, avalia que o seminário foi muito importante para os jovens compreenderem a identidade do PT. “O seminário foi muito bom, na expectativa de se criar a identidade da história do PT e, inclusive, a história da juventude petista a partir da visão dos movimentos sociais”. Rogério também conta que a escolha do local é simbólica e ajuda no processo de formação. “Pra gente é muito importante fazer esse resgate, principalmente num espaço como este.

Esse resgate com a nossa origem e o debate de nossa formação histórica é muito importante para as pessoas novas. Nós tivemos diversas atividades. Pelos debates, pelas perguntas e pelo alongamento das rodas de debate. Esse é um sintoma de que a juventude quer conhecer a história do partido e militar nesse patrimônio”, explica. O prefeito de promissão, Hamilton Foz, comemorou a presença da Juventude do Partidos dos Trabalhadores na cidade e no assentamento de Promissão. “Acho importante e inovador.

O normal é ir até São Paulo pra discutir sobre reforma agrária e sobre diversos assuntos e hoje o fluxo é inverso, vem até essa realidade. Aqui é uma cidade do interior, aonde o jovem vive em uma situação diferente do restante do povo do estado. O seminário é muito importante para o jovem daqui da nossa região, que está despertando para esse conhecimento. Com ele, nossos jovens vão adquirir novos conhecimento para poder achar um caminho e apontar para um caminho melhor”, disse.

Lourival de Paula, da Direção do MST, que também é assentado na região de Andradina, no interior paulista, falou sobre a relação entre o MST e o PT no início dos anos de 1980. “É preciso fazer a ligação entre partido e movimentos sociais, entre as lutas que estão efervescendo na sociedade brasileira, as novas gerações que estão plantando bandeiras novas e antigas. Essa é uma pratica que já existia no partido e que era uma ligação forte entre o braço da luta política no parlamento e na rua.

O que o povo está querendo nas ruas ainda está fraco, essa ligação precisa ser fortalecida e, para isso, precisa ser dominada”. A secretária Nacional da Juventude, órgão ligada à Secretaria Geral da Presidência da República, Severine Macedo, falou da importância de construir esse diálogo de formação, não simplesmente discutindo questões internas do partido. “É muito importante o espaço que a galera construiu aqui: ação política de não só olhar pra dentro da juventude do PT, mas a relação de fora, como as organizações e movimentos sociais, com a conjuntura política, militantes novos e que já estão aí há mais tempo.

O PT precisa, mais do que nunca, ter capacidade de ampliar o diálogo com a juventude “, destacou. Angelo D’Agostini, secretário sindical do Diretório Nacional do PT, destacou que é necessário fazer o resgate histórico de lutas e conquistas do PT e frisou que é necessária a participação da juventude. O presidente Nacional do Conselho Nacional da Juventude (Conjuv), Alessandro Melchior, destaca que a iniciativa da JPT de fazer o Seminário no assentamento do MST foi muito positiva. “A ideia é ousada e, ao mesmo tempo, está muito sintonizada com o momento.

Têm aparecido demandas no sentido de fazer uma reflexão sobre o PT, sobre os congressos que o partido tem realizado nos últimos anos e suas plenárias de formação em todos os espaços. Tem se apontado que o PT deve se vincular, se ligar e sintonizar nas agendas dos movimentos sociais e, nesse sentido, não há o que se falar do movimento social no Brasil.

Sem deixar de falar nos trabalhadores rurais sem terra e de todos movimentos populares. O MST é o movimento que tem uma capacidade conseguir fazer uma análise de conjuntura global”. Presentes no Seminário, as jovens mulheres do PT-SP propuseram um encontro para debater a política de gênero, como explica a jovem militante Maia Aguilera. “Agora as jovens do coletivo de mulheres feminista do PT vão organizar um encontro para debater gênero o feminismo, tanto no espaço organizado por nós, como naqueles em que os homens participam. As mulheres são protagonistas na luta, mas homens são os companheiros que estão juntos”, explica.

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