Senador Moise visita 5º Congresso PT, fala com a presidenta Dilma e se apresenta no Senado

Compartilhar

Senador Eduardo Suplicy (PT-SP) anuncia visita do senador haitiano.
(Da esqueda para a direita): senador Eduardo Suplicy (PT-SP); senador haitiano Moise Jean Charles; senador Wellington Dias (PT-PI); senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)

O senador haitiano Jean Charles Moise esteve em Brasília nos dias 12, 13 e 14 de dezembro, por ocasião do 5o. Congresso do PT para o qual foi convidado, junto com delegações de mais 8 países.

Durante o dia 12, o senador esteve em visita ao Senado, recebido pelos senadores do PT Eduardo Suplicy e o líder da bancada, Wellington Dias. Na casa, em sessão oficial, foi lida e registrada a Resolução do Senado haitiano unânime que pede a retirada gradual das tropas da "Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti" (Minustah) até o próximo dia 28/5/2014.

À noite, na sessão de abertura do 5o. Congresso do PT, o senador Moise encontrou-se com a presidente Dilma, e lhe entregou em mãos uma cópia da Resolução do senado de seu país. Ela lhe respondeu "estou acompanhando, compreendo a situação, e vou trabalhar sobre este problema para uma solução".

No dia seguinte, em conversa com o Ruy Falcão, o presidente reeleito do PT lembrou que " a presidente Dilma me disse que não quer que o nosso governo se transforme na guarda pretoriana de um presidente que adia as eleições e não respeita a democracia".

No Congresso, encontrou-se ainda com Monica Valente, a nova Secretaria de Relações Internacionais do PT,  e com dezenas de militantes, parlamentares e dirigentes partidários, entre eles o deputado federal João Paulo Cunha, a quem declarou solidariedade face à perseguição que sofre.

Ao final do congresso, na sessão de votação das emendas ao texto-base, uma emenda que propunha a retirada das tropa brasileiras do Haiti, apresentada pela Chapa Constituinte por Terra Trabalho e Soberania foi lida, e a mesa anunciou que estava sendo retirada, como um gesto decorrente do encontro do senador com a presidente Dilma que abrira uma “canal de diálogo”. Anunciada no momento a presença do senador na sala, ele foi calorosamente aplaudido pelo plenário.  

No dia seguinte, o senador seguiu em viagem para a Argentina onde, com os mesmos objetivos, faria contatos com as autoridades do governo, forças políticas, sindicais e populares.

 

Fonte:

Barbara Corrales

Últimos artigos

Por Rui Falcão: Uma semana decisiva que culmina dia 28
segunda, 24 abril 2017, 18:14
    O PT apoia e participa da greve geral nesta sexta-feira, e sua Executiva Nacional estará em Curitiba dia 2 de maio, em homenagem à festa da democracia do dia 3   Paulo Pinto/Agência PT Ato preparatório para a greve geral do... Leia Mais
Por Rui Falcão: A necessidade de derrubar Temer e eleger Lula
terça, 18 abril 2017, 15:08
  Nosso caminho é aumentar as mobilizações, repelir o canto de sereia dos acordos por cima, defender os direitos e lutar pela antecipação das eleições   A impopularidade e o descrédito crescentes de Temer & seus asseclas; a... Leia Mais
Simão Pedro Chiovetti: A gestão Doria – vender SP
quarta, 12 abril 2017, 16:37
  Doria em menos de 100 dias demonstrou que não tem apego algum por SP e muito menos pelos paulistanos da periferia e classe média   Próximo de completar apenas 100 dias à frente da Prefeitura de SP, já é possível perceber que as... Leia Mais
Por Vitor Marques: 100 dias de governo João Doria: a São Paulo virtual e a São Paulo real
quarta, 12 abril 2017, 15:06
  Empossados os novos governos, via de regra, é esperado que a população tenha uma receptividade e uma tolerância maior com aqueles que estão iniciando a nova gestão. Este período é conhecido no vocabulário político como “lua... Leia Mais
Por Emídio de Souza: Algo está errado
terça, 11 abril 2017, 21:35
  Algo está errado. Contrariando a tradição da política brasileira, um partido chama seus filiados a debater seu futuro e escolher seus dirigentes. Mais de 250 mil atendem ao chamado e, sem serem obrigados, vão às urnas em quase 4... Leia Mais