Lula se emociona ao lembrar à CUT que o maior feito foi fazer trabalhador andar de cabeça erguida

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se emocionou, na noite desta segunda-feira (28), ao lembrar do encontro com uma catadora de materiais recicláveis, em Belo Horizonte. "Ela me perguntava: você sabe o que você fez por mim? E eu dizia: não... Então, ela me diz: não foi nada material, foi o orgulho de poder andar de cabeça erguida neste país", contou Lula. O discurso foi feito na 14ª Plenária Nacional da Central Única dos Trabalhadores, em Guarulhos.
Lula também falou das mudanças ocorridas no país na última década. "O Brasil hoje ocupa a Presidência da OMC, da FAO, o conselho de Direitos Humanos da OEA e a CSI", ressaltou Lula, mostrando que isso é prova do novo posicionamento mundial que o Brasil tem hoje.

O ex-presidente lembrou a história de greves das quais participou e afirmou o papel das lutas, mesmo em situações difíceis: "Se não fosse a ousadia de as pessoas fazerem as coisas em situações adversas, a gente não estaria aqui hoje".

Lula ressaltou ainda que "os trabalhadores não podem se contentar com o que têm. Temos que querer sempre mais".

Vagner Freitas, presidente da CUT, contou que, em eventos da central sindical, Lula está em casa, pois ajudou a fundá-la e tem uma longa história com ela. Vagner frisou a importância política do movimento sindical brasileiro, inclusive, na elaboração de políticas públicas implementadas nos últimos 12 anos de governo no Brasil.

"O nosso lado é o do trabalhador e precisamos avançar ainda mais", destacou Vagner. Ele falou das diversas conquistas alcançadas na última década e das novas demandas do movimento sindical, entre elas um plebiscito sobre a reforma política.

O secretário-geral da CUT e coordenador da plenária, Sérgio Nobre, destacou que debates foram feitos em todos os estados do país. O encontro nacional reúne as demandas e debates regionais para construção de uma plataforma comum.

Também estiveram presentes João Felício, presidente da Central Sindical Internacional e Victor Baez, presidente da Central Sindical das Américas.

Fonte: Instituto Lula

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