ONU elogia Fome Zero e resultados do Brasil contra desnutrição

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O Brasil reduziu à metade o número de pessoas que passam fome e atingiu antes da data estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU) um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). O relatório divulgado na terça-feira (16), sobre o estado da insegurança alimentícia no mundo, destaca o programa Fome Zero do governo federal no combate à fome e desnutrição no país.

O documento, publicado em conjunto pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida), confirma que a desnutrição tem diminuído nos últimos anos. Foram mais de 100 milhões na última década e em mais de 200 milhões desde o período 1990-1992. De acordo com o estudo, 63 países em desenvolvimento já atingiram a meta do ODM de diminuir à metade a proporção de pessoas subnutridas até 2015.

O relatório incluiu casos de sucesso no mundo, como o Fome Zero. Segundo o estudo, o programa colocou o problema no centro das políticas públicas do País e possibilitou atingir o objetivo. “Garantir que todas as pessoas comessem três vezes ao dia – como disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso de posse – se transformou em uma prioridade presidencial”, diz o relatório.

Além disso, os programas de erradicação da extrema pobreza, de agricultura familiar combinados às redes de proteção social se destacam como medidas de inclusão social no Brasil e contribuem para a criação de emprego, aumento de salários, e diminuição da fome. Com isso, entre 2000-2002 e 2004-2006, a taxa de desnutrição no Brasil passou de 10,7% a menos de 5%.

A ONU ressalta o Fome Zero como o primeiro passo dado contra a fome e que a redução da pobreza extrema, nas zonas rurais e urbanas, é o “resultado de uma ação coordenada entre o governo e a sociedade civil, mais que de uma só ação isolada”. Todos estes esforços permitiram que entre 2001 e 2012, a pobreza caísse de 24,3% a 8,4% e que a pobreza extrema passasse de 14% a 3,5%.
No estudo da ONU, as novas políticas de combate à pobreza extrema de 2011 e os pontos da política de segurança alimentar no Brasil, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar – que garante refeições gratuitas nas escolas públicas – foram lembrados e comemorados.

Mundo – o relatório ressaltou que apesar da melhora no acesso a alimentos algumas regiões continuam com dificuldades. Por exemplo, na África Subsaariana mais de uma em cada quatro pessoas sofrem de fome crônica. E a Ásia abriga a maioria dos famintos, são 526 milhões de pessoas. Já as regiões da América Latina e Caribe foram as que tiveram os maiores avanços na segurança alimentar.

Fonte: Agência PT de Notícias

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