Mobilização nesta sexta-feira "Nem que a vaca tussa", contará com união dos sindicalistas

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Na sexta-feira (26) as principais centrais sindicais vão realizar um manifesto em defesa dos direitos trabalhistas, batizada de “Nem que a Vaca Tussa”, em referência à expressão dita pela presidenta Dilma Rousseff, ao afirmar que não mudaria os direitos conquistados pelos trabalhadores.

“Vamos mostrar a força dos brasileiros, que estão mobilizados em reeleger quem fez muito pela classe trabalhadora e que não vai tirar direitos trabalhistas “nem que a vaca tussa””, disse Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Em São Paulo, por exemplo, a mobilização será feita nas portas das fábricas da região do ABC e haverá um comício na Avenida Paulista, ao meio-dia. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) vai convocar os trabalhadores do comércio e outras categorias de São Paulo para participar de uma caminhada no dia 3 de outubro, que vai sair da Praça da República até a Praça da Sé.

A defesa dos direitos trabalhistas ganhou força depois que a candidata Marina Silva (PSDB), antes do seu rotineiro recuo, disse que faria uma “atualização” das leis trabalhistas, mas preferiu não se comprometer em dar detalhes da proposta.

Para Patah, a maior preocupação da categoria em relação ao programa de governo da candidata é “a falta de segurança nas afirmações da Marina, o comprometimento com sistema financeiros e a redução dos subsídios públicos”.

Trechos do programa apontam para atualização da legislação trabalhista e terceirização: “a terceirização de atividades leva à maior especialização produtiva, à maior divisão do trabalho e, consequentemente, à maior produtividade das empresas”.

E mais: “algumas atividades que poderiam ser terceirizadas por empresas acabam realizadas internamente, em prejuízo da produtividade”.

Para Ricardo Utah, a terceirização deve ser olhada com muito cuidado para não precarizar as relações de trabalho. Ele aponta itens que a tornam extremamente danosa à classe trabalhadora.

Um deles é o que ele chama de Pejotização: “Em vez de ser contratado como mecânico, fresador ou outra função, o trabalhador será contratado como pessoa jurídica. Ele vai até a Prefeitura, abre empresa, emite nota fiscal”, define. ” O resultado é adeus a férias, 13º, FGTS e outros direitos assegurados pela CLT. É uma espécie de trabalho escravo moderno, embalado em nota fiscal.

Patah destaca outro ponto que merece atenção: “Ela retira do Estado a fiscalização e a vigilância sobre o trabalho e delega esse papel às empresas contratantes”, disse. ” Isso piora barbaramente as condições de saúde e segurança no trabalho, principalmente dos terceirizados. Na prática isso significa mais doenças, mutilações e mortes no trabalho”, alerta.

Fonte: Agência PT de Notícias

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