Dilma no debate da Globo: Respeito, serenidade e propostas

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Dilma participou na noite desta sexta (3) de mais um debate entre os candidatos à Presidência da República. Dilma, a candidata à reeleição que mais participou de debates na história do Brasil, foi a única a apresentar propostas concretas durante o programa. Em meio a discursos vazios, contradições e até gestos de desrespeito de alguns adversários, Dilma falou dos avanços de seu governo e apresentou as propostas para o novo ciclo de desenvolvimento que planejou para o país.

Uma das primeiras propostas foi a série de cinco medidas de combate à impunidade criada por ela. "Eu propus medidas concretas contra corrupção. Destaco a proposta de transformar a prática de caixa 2 em crime eleitoral; a imposição de julgamentos mais rápidos, penas mais severas e confisco de bens para todos aqueles servidores públicos que cometerem corrupção; e a criação de nova estrutura junto aos tribunais superiores, visando a agilizar julgamento de crimes com pessoas com foro privilegiado”, disse. “Nenhum governo combateu tanto a corrupção quanto o meu. No passado ninguém prendia ninguém e os criminosos eram protegidos”, afirmou a presidenta.

O governo Dilma fortaleceu a autonomia do Ministério Público e da Polícia Federal para combaterem o crime no país. “Não varri e não engavetei [denúncias de corrupção]”, ressaltou a presidenta, lembrando que se hoje os malfeitos estão sendo descobertos é porque foram devidamente investigados, e não acobertados.

EDUCAÇÃO

Sobre Educação, Dilma lembrou que seu governo criou 204 novas Escolas Técnicas Federais. A presidenta também citou e criação do Pronatec, responsável pela formação de oito milhões de jovens em cursos gratuitos de qualificação em parceria entre o Sistema S e o Governo Federal. Para o próximo mandato estão previstos mais 12 milhões de matrículas.

“Nós temos um programa muito importante, que é o Pronatec. Ele faz parte de todo esforço de voltar a investir em Escolas Técnicas. Houve lei que proibia o Governo Federal de investir em escolas técnicas”, disse Dilma, lembrando que no governo do PSDB o sistema federal de ensino técnico tinha a expansão proibida pela Lei nº 9.649/98.



BANCO CENTRAL

Dilma deixou clara a diferença entre sua política econômica e a defendida por Marina Silva ao explicar para a adversária a diferença entre autonomia e independência do Banco Central. “Independente, só os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário podem ser. Independência é dar o quarto poder ao Banco Central. Eu respeito a autonomia do Banco Central. Deve ser uma opção dos governos em defesa de política econômica de combate e inflação, e isso não significa que o presidente do Banco Central e sua diretoria sejam inamovíveis", afirmou.

"Autonomia é uma coisa, independência é outra. Quando se escolhe um presidente, se escolhe também uma política econômica. Não é possível transferir essa escolha aos bancos”, explicou a presidenta, lembrando também que a inflação brasileira está há 12 anos sob controle.



PROGRAMAS SOCIAIS

Dilma observou que os candidatos opositores afirmam que vão dar continuidade aos projetos sociais do governo atual, e argumentou que o seu governo, que já vem realizando com sucesso o desenvolvimento social, é o mais preparado para continuar avançando nas políticas sociais.

“Por que o povo iria acreditar que nós que criamos os programas não sabemos fazê-los e vocês saberão?”, questionou.


ECONOMIA

Dilma ainda falou sobre os juros. “Hoje o Brasil pratica a menor taxa de juros da história". A presidenta lembrou que há doze anos o Brasil estava quebrado, com o desemprego em torno de 12,5% e a taxa de juros em 45%, batendo todos os recordes negativos.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presidenta chamou os eleitores a pensar sobre a escolha que farão no próximo domingo, dia 5 de outubro.

“O telespectador tem que se perguntar:

- Quem tem mais experiência e capacidade para continuar o que está sendo feito e avançar ainda mais?

- Quem tem compromisso verdadeiro com trabalhadores para defender seus direitos nos momentos bons e difíceis?

- Quem tem força e firmeza para projetar o Brasil no cenário internacional?

- Quem tem capacidade de levar o Brasil num novo ciclo de um Brasil mais competitivo, mais moderno e especialmente mais inclusivo?”, disse Dilma.

A presidenta e candidata à reeleição também reafirmou alguns de seus principais compromissos. “Temos condições de dar um passo com mais Saúde, melhor Segurança e com a Educação no centro de tudo”.

A presidenta Dilma concluiu suas considerações finais pedindo tranquilidade na hora do voto: “Vote com consciência, paz e amor no coração. Peço humildemente o seu voto. Muito obrigada por tudo, e tenhamos uma boa eleição nesse domingo”, desejou Dilma, pedindo o voto no número 13 para Presidente da República.

Fonte: Equipe Dilma 13

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