Aécio gasta mais com viagens ao Rio do que para Minas, estado que o elegeu

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Capital fluminense foi principal destino das viagens feitas pelo tucano com verba do Senado Federal

 
Por Agência PT de notícias

 

Eleito por Minas Gerais para ser representante do estado no Senado Federal, Aécio Neves (PSDB) demonstra certa predileção pela cidade do Rio de Janeiro. Prova é que quase 60% das viagens do tucano – bancadas com a verba de transporte aéreo (VTA) do Senado – foram para a capital fluminense.

De acordo com o Portal da Transparência do Senado Federal, dos R$ 77 mil gastos por Aécio em passagens, entre 2011 e 2013, mais de R$ 50 mil foram com passagens para o Rio, o equivalente a mais de 67% do total utilizado pelo candidato tucano à Presidência.

Cidade em que passou parte da juventude e onde cursou o ensino superior, Aécio é figura carimbada nos eventos sociais do Rio. Entre 2011 e 2013, das 116 viagens oficiais realizadas pelo senador, 69 tiveram origem ou destino à capital fluminense, em especial, o aeroporto Santos Dumont.

Em uma dessas ocasiões, em 2011, o senador foi parado e multado em uma blitz no Leblon, zona sul do Rio, por estar com a carteira de habilitação vencida e se recusar a fazer o teste do bafômetro, exigido pela Lei Seca.

São Paulo foi a segunda capital eleita por Aécio como destino preferencial. De 2011 a 2013, foram 45 visitas ao estado. Nesse caso, o valor reembolsado com o VTA foi superior a R$ 34 mil.

Já a capital que elegeu o tucano, e para a qual ele, oficialmente, dedica o mandato, Belo Horizonte foi origem ou destino de Aécio apenas 27 vezes, em três anos. Dos R$ 77 mil de passagens, o senador gastou R$ 12.535,48 em viagens para Minas.

Ainda segundo a prestação de contas de 2013, Aécio superou, inclusive, senadores do Rio de Janeiro. Em comparação ao senador Lindbergh Faria (PT), por exemplo, Aécio utilizou cinco passagens contra uma do petista.

Em 2011, o Senado Federal disciplinou o uso da verba indenizatória, que unificou as cotas para o exercício da atividade parlamentar. O valor passou a ser composto pela antiga verba indenizatória (R$ 15 mil mensais), mais o valor correspondente de cinco passagens aéreas, igualmente mensais de ida e volta da capital do estado de origem do senador a Brasília.

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