Dilma defende emprego e Bolsa Família dos ataques de Aécio

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Sob ataques de Aécio Neves, que voltou a se comportar de maneira ainda mais agressiva para esquivar-se das perguntas, Dilma apresentou o projeto de Brasil que vai fortalecer a classe média. E foi justamente quando respondeu sobre inflação e emprego que a diferença de projetos ficou mais clara. Ouça o que disse Dilma:

"Vocês falam que querem fazer inflação convergir para 3%. O que acontecerá se ela for para 3%? Nós vamos ter uma taxa de desemprego de 15%. Ele está se queixando de uma taxa de desemprego de 5%!. Hoje nós temos no Brasil, neste ano, quase um milhão de empregos criados".

A defesa do emprego, a defesa do Bolsa Família e das obras que estão mudando a infraestrutura do Brasil foram os pontos que marcaram essa distância entre o candidato tucano e a presidenta.

“Defendo o Brasil que emprega, ao contrário do Brasil que desemprega. Um Brasil que cria oportunidades iguais para todos, contra um Brasil da exclusão e da desigualdade. Um Brasil que governa para todos, um projeto que resgatou 36 milhões da pobreza, tirou o País do Mapa da Fome e levou 42 milhões de pessoas para a classe média”, afirmou Dilma, dentro de seu projeto de um plano de governo que garanta, cada vez mais, um País moderno, mais inclusivo, produtivo e competitivo. “Faço parte de um projeto que crê na justiça social, segurança e transporte de qualidade”, disse ela, logo no início do debate.

O diferença de conhecimento que ambos têm do que está acontecendo no Brasil hoje se deu de maneira inequívoca quando o candidato tucano acusou Dilma de não fazer as obras de infraestrutura. Ouça a resposta de Dilma, começando pelo metrô de Belo Horizonte, que Aécio disse que não sabia onde estava.

 

Certamente por não ter os argumentos à altura do que está sendo feito pelo Brasil, Aécio passou imediatamente a desfiar um rol de agressões. A cada novo dado, documento ou relato da presidenta da República, ele respondia com ataques pessoais ou acusações de "mentira", sem, no entanto, apresentar propostas concretas ou fatos.

Aécio questionou, por exemplo, o trabalho desenvolvido no país para manter a inflação dentro da meta, apesar das nuances do dinamismo econômico. Dilma, de maneira clara, apresentou a realidade do controle da inflação:

"Nós temos tido dois choques de oferta. Um e o outro por conta da seca, essa mesma seca, candidato, está colocando São Paulo numa situação insustentável. Qual é? Nós tivemos choque de preço da energia. A outra foi o choque nos alimentos. Tudo isso é passageiro", explicou. E fez a distincao com o caso de Sao Paulo, ao explicar que o que nao e passageiro e a falta de obras e de planejamento do governo local, que esta deixando faltar agua aos paulistas.

Dilma lembrou ainda que essa receita, escondida sob a bravata antiinflação do adversário, já foi aplicada pelos próprios tucanos no Brasil. E o resultado foi funesto: "Vocês nos entregaram o país com onze milhões e 400 mil desempregados, a segunda maior quantidade de desempregados do mundo. Eu não vou combater a inflação com os métodos do senhor. Que é desempregar, arrochar o salário e não investir".

Dilma também questionou a falta de compromisso do candidato ao tratar das realizações. "Quando eu digo que um determinado programa está acontecendo, o senhor fala, não, eu vou fazer e vou fazer melhor. Ora, candidato, vocês nunca quando puderam o fizeram. Vocês fizeram Bolsa Família de cinco milhões. Nós fazemos de 50 milhões, candidato", disse. "Candidato, o senhor falou que vocês fizeram o Bolsa Família para 20 milhões de pessoas? Candidato, pensa bem no que o senhor está falando", afirmou Dilma, cobrando de Aécio mais compromisso com os fatos.

Fonte: Equipe Dilma 13

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