Professores, estudantes e funcionários da USP declaram apoio à Dilma

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Cerca de mil pessoas, entre professores, funcionários e estudantes da Universidade de São Paulo, a USP, ocuparam o campus da Faculdade de Filosofia, Letras, Ciências sociais e Historia, a FFLCH, na tarde desta quinta-feira (16), para declarar apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff.

O Ato foi uma organização do coletivo da USP em defesa da Educação Pública e contou com apoio de professores da universidade como: Marilena Chauí, Maria Victoria Benevides, Paul Singer, Ana Estela Haddad, André Singer, Celso de Rui Beisiegel, Heloìsa Fernandes, João Zanetic, Leda Paulani, Celso Frateschi, Marilene Proença, Mario Sergio Salerno, Moacir Gadotti, Nabil Bonduki, Otaviano Helene , Ricardo Musse e muitos outros educadores, além de funcionários e estudantes dos Campus.

Também presente no ato em apoio a Dilma, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse que a Universidade de São Paulo dá um novo oxigênio para a politica brasileira. “Eu queria ouvir mais FFLCH de manhã, tarde e a noite. Esse pátio aqui, vocês não sabem o que representa: o oxigênio para a política brasileira (...) Ela (Dilma) poderá nós orgulhar, não só por reeleger a primeira presidenta mulher da história do Brasil e não é pelo fato de ser mulher que é quem é, mas pelo fato de ter dedicado uma vida, inclusive ter colocado em risco integridade física para ter lutado por todos nós. A Dilma, com dezenove anos, estava presa ilegalmente pelos agentes da ditadura militar. A Dilma estava respondendo única e exclusivamente pelos seus ideais. Estava sendo torturada pelo que pensava”, lembrou o prefeito de São Paulo.
O ex-ministro da saúde, Alexandre Padilha, esteve presente e reafirmou que o PT vai superar os tucanos em São Paulo para trazer avanços para o estado.

Professora Titular do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação da FEUSP, Lisete Arelaro afirmou que o candidato Aécio representa o retrocesso. “Nós estamos vendo movimento da direita surpreendente, movimento quase fascista em relação ao antipetismo, que na prática significa uma tentativa de divisão do Brasil entre rico e pobre. Nesse momento, a maior universidade pública do Brasil não pode de se manifestar a favor exatamente de uma educação que seja crítica de qualidade, laica e para todos e acima de tudo gratuita. Nós temos clareza que nós não queremos um Collor 2 (...) o candidato Aécio representa o retrocesso, em especial para educação publica da cidadania".

Já Marcos Nascimento Magalhães, professor associado do Instituto de Matemática e Estatística, falou sobre a importância de reeleger Dilma. “Para nós é importante certamente a reeleição da presidenta Dilma por que se refere ao contraponto a uma possibilidade objetiva do movimento social ser pelo menos ouvido e poder na verdade fazer um dialogo”, afirma o educador.

Um dos articuladores do ato, o estudante de pedagogia Caio Uehbe falou que existe uma polarização clara nesta eleição. "Muitos, que no primeiro turno que não se definiram, neste segundo turno estão apoiando a Dilma e todos os candidatos da esquerda eles se unem, o que é um avanço".

Para outro líder estudantil, o estudante de História, Rafael Costa, que também é diretor da União Nacional dos Estudantes, a UNE, o ato significa a consolidação das políticas que fizeram o o ensino superior avançar. “Acreditamos que avançamos muito no acesso ao ensino superior. Criamos mais vagas e instituindo cotas sociais e raciais. Na USP sofremos há 20 anos com governos tucanos que sequer chegou perto de realizar tais transformações”, frisa o diretor da UNE.

Maria Iracema da Silva, funcionária da USP há 35 anos, mostra orgulho em apoiar a Dilma. Ela destaca que vota no PT pelos programas sociais que os presidentes Lula e Dilma criaram no país.

O ato contou com a presença do senador Eduardo Suplicy, dos deputados estaduais Adriano Diogo e Carlos Gianazzi (PSOL), do deputado federal Paulo Teixeira, além dos representantes de diversas entidades sindicais e estudantis.

Fonte: Elineudo Meira - Portal Linha Direta

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