CUT propõe renovação da frota para conter demissões

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Implantação de programa de proteção ao emprego; ampliação de linhas de crédito para compra de veículos e estimular a economia na cadeia produtiva do automóvel; e adoção de um Programa Nacional de Renovação da frota de caminhões.

Essas são as três reivindicações que a CUT apresentou ao ministro Miguel Rossetto, da Secretaria Geral da Presidência República, na tarde de terça-feira (13), com o objetivo de conter demissões na indústria automobilística. O encontro entre o ministro e representantes da Confederação Nacional de Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) aconteceu em Brasília.

Paulo Cayres, da CNM; Rafael Marques (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC); José Roberto Nogueira (diretor de Organização do mesmo sindicato); e o economista Fausto Augusto Júnior (do Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos/Dieese) participaram da reunião.

A adoção das três propostas pelo governo pode representar “garantia de empregos e a retomada do crescimento pelo setor automotivo”, manifestou o grupo, em nota à imprensa. De dezembro para cá, duas montadoras dispensaram mais de mil trabalhadores: 800 pela Volkswagen e 244 pela Mercedes Bens.

A CNM informou ainda que Rossetto “foi receptivo” e se comprometeu a apresentar as reivindicações à presidenta Dilma Rousseff e aos ministros do Trabalho, Manoel Dias, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro.

“O ministro (Rossetto) se dispôs ainda a auxiliar nas negociações com a Volkswagen e a Mercedes-Benz para solucionar o impasse gerado com as demissões nas duas montadoras”, avaliou Cayres. A disposição em abrir negociações foi testemunhada pelo grupo. Na presença de todos, Rossetto conectou-se por telefone com o Luiz Moan, presidente Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

As reivindicações levadas ao governo foram aprovadas no dia anterior (12), em ato público que reuniu mais de 20 mil metalúrgicos da Volkswagen, Ford, Mercedes-Benz e Karmann Ghia, em São Bernardo do Campo. Cerca de 13 mil empregados da VW permanecem em greve desde o dia 6 deste mês para tentar reverter as demissões.

A CUT informou à Agência PT de Notícias que uma nova rodada de negociações com Rossetto está marcada para o dia 19, com a presença de representantes das principais centrais sindicais do país, na qual tentarão inviabilizar as medidas provisórias que estabeleceram restrições contra abusos no acesso a direitos.

Fonte: Agência PT de Notícias

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