PT reúne apoio da população em favor da reforma política

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Ao completar 35º aniversário, partido realizou mobilizações em todo os estados para a coleta de assinaturas ao projeto

 
Por Agência PT de notícias
Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) celebra 35 anos de fundação nesta terça-feira (10) e escolheu a data para iniciar a sua maior jornada popular pela realização da reforma do sistema político brasileiro. O Dia Nacional de Mobilização e Coleta de Assinaturas para a Reforma Política, ocorrido em todos os estados brasileiros, reuniu militantes e sociedade civil que puderam aderir ao projeto em pontos de coleta montados pelo partido.

A campanha seguirá até angariar um total de 1,5 milhões de assinaturas, quantia necessária para que o projeto tenha legitimidade junto ao Congresso Nacional. Entre as pautas pleiteadas pelo PT ligadas ao tema estão o financiamento público de campanhas eleitorais, o voto proporcional e a garantia de maior participação feminina na política.

“O nosso projeto de reforma política agrega mais propostas da esquerda brasileira e dos movimentos sociais. É um projeto que busca a reforma do sistema eleitoral como um todo”, defende a vice-presidente do PT e coordenadora da campanha, Gleide Andrade.

A petista aponta que um dos problemas enfrentados na batalha travada pela realização da reforma é a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/2013, que trata do tema e foi produzida por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados. Ao contrário da proposta petista, essa proposta defende o financiamento empresarial de campanhas eleitorais, o voto distrital e o facultativo, além de tornar obrigatório o fim da reeleição para cargos de presidente da República, governadores e prefeitos.

“Nós do PT entendemos que o antídoto para a corrupção chama-se financiamento público de campanha. Com isso, o voto do eleitor vai valer conforme a vontade dele e o Congresso não vai ser eleito para atender o interesse de setores econômicos”, explica Gleide Andrade.

Mobilização – De acordo com o secretário-executivo de Movimentos Populares do PT, Everso Pereira da Silva, mesmo após 35 anos, o PT continua sendo o partido que melhor representa os movimentos populares no Brasil. Ele lamentou que a agremiação esteja sofrendo desgastes por ter se afastado dos movimentos de base. Para ele, a campanha pela reforma política representa um momento de reaproximação do partido com a sociedade.

“O Partido dos Trabalhadores foi construído através dos movimentos populares e a nossa obrigação principal, depois de chegar ao poder, era fomentar essa discussão. A reforma vem no sentido de democratizar a participação do povo e ele efetivamente opinar nos rumos do País”, afirma.

O secretário-executivo explica ainda que a campanha iniciada hoje pelo partido está ocorrendo em todos os estados brasileiros, de forma itinerante, em locais de grande circulação como praças públicas e rodoviárias. Em Brasília, sede do Diretório Nacional do PT, as mobilizações ocorrerão no centro da cidade, passando por locais como o Setor de Diversões Sul (Conic), em frente ao shopping Conjunto Nacional, no Setor Comercial Sul e Setor Bancário Sul. No vídeo abaixo, Pereira convoca militantes e sociedade civil a fazerem parte da campanha e assinar a proposta pela reforma política.

Militância aguerrida – Filiado no PT desde 1983, o professor Viridiano Custódio de Brito, 56, acredita que o país vivenciou mudanças significativas desde o momento em que a agremiação chegou ao poder, como a inclusão de milhares de pessoas no mercado de consumo e na educação, além da eleição da primeira mulher a ocupar o cargo de presidente da República.

“A militância do partido tem que reagir, tem que voltar às ruas para defender esse projeto que foi construído com sangue, suor e lágrimas durante muito tempo aqui no nosso país”, afirma.

Ele classifica o Congresso Nacional eleito em 2014 como conservador e sem preocupações com a pauta defendida pelo partido. Para ele, a reforma política levará o país a caminhar rumo a uma democracia efetiva.

“O Brasil nunca teve uma democracia de fato. A gente fala muito da Constituição de 1988, mas eu acho que precisamos ampliar ainda mais e tirar o poder econômico, ou pelo menos diminuir a influência desse poder, no processo eleitoral brasileiro”, conclui.

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