Para atingir Lula, mídia trata doações a institutos de forma diferenciada

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Tanto o Instituto Lula quanto o instituto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o iFHC, receberam doações da empreiteira Camargo Corrêa, investigada na Operação Lava Jato. Entretanto, o tratamento diferenciado dado aos fatos é uma ação coordenada e seletiva para prejudicar o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Para o deputado Leo de Brito (PT-AC), tratar as doações para Instituto Lula da Silva como propina e para os outros como doação atende aos interesses da oposição e de parte da imprensa de atingir Lula. “Primeiro foi a Justiça Federal querendo atingi-lo e agora essa tentativa de liga-lo a Lava Jato por ter recebido por palestras e doações de empresas, que é uma atividade comum dos institutos”, aponta.

Como exemplo, o deputado cita a operação Lava Jato, na qual dezoito partidos receberam doações de empresas citadas na Operação Lava Jato, mas há destaque especial as doações feitas ao PT.

“Vejo que há muita hipocrisia, seletividade e uma tentativa muito clara de tentar atingir o ex-presidente”, afirma.

O deputado diz ainda que a população tem que repudiar esse tipo de atitude e defende que nem o iFHC, tampouco o Instituto Lula devem ser criminalizados.

Em 2002, enquanto ainda exercia o cargo de presidente da república, FHC organizou um jantar com representantes das 12 maiores empresas brasileiras e estrangeiras que doaram cerca de R$ 7 milhões para que seu instituto fosse criado.

Além de Luiz Nascimento, da Camargo Corrêa, participaram também da reunião um representante da Andrade Gutierrez e Emílio Odebrecht, da Odebrecht. Em 2006, o Instituto FHC recebeu R$ 500 mil da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

A fundação do ex-presidente tucano utiliza a Lei Rouanet, lei de incentivo à Cultura, para captar doações para seus projetos e aprovou um limite de R$ 10 milhões no ano de 2006. A Lei Federal de Incentivo à Cultura é bancada pelo Tesouro brasileiro.

“A criminalização do Instituto Lula é o maior dos absurdos uma vez que ele tem a função discutir sobre políticas públicas internacionais, nacionais e sobretudo a questão de combate à fome, um dos mais elogiados feitos do ex-presidente. Além disso, todas as contas do instituto estão disponíveis ao público”, afirma o deputado.

Fonte: Danielle Cambraia, da Agência PT de Notícias

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