Movimentos sociais organizam manifestação contra o golpe

Compartilhar

 

Movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda estão se articulando e convocando a população para participar de uma mobilização nacional em defesa da democracia e a favor de direitos sociais, no dia 20 de agosto.

A manifestação é uma resposta às tentativas de golpe e do avanço de pautas conservadoras no Congresso Nacional, como a redução da maioridade penal. Além disso, os atos também visam a defesa de direitos trabalhistas.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) é uma das organizações que convoca para a mobilização. A vice-presidente UNE, Tamires Sampaio, acredita que as ofensas dirigidas à presidenta Dilma Rousseff por representantes da direita atingem a todas as brasileiras.

“É uma afronta a todas as mulheres, à história do Partido dos Trabalhadores (PT) e a todos os avanços conquistados nos governos Lula e Dilma, como ocupação de espaços de poder por mulheres, ingresso de pessoas com menor poder aquisitivo em universidades, negros ocupando espaços de decisão”, relata.

O objetivo das ações da oposição, segundo ela, é acabar com os direitos sociais que a população conquistou, por meio da militância e da luta. “Ocupar as ruas é uma oportunidade também para a divulgação de pautas mais propositivas, como a universalização e melhora da qualidade da educação”.

Para ela, os meios de comunicação têm responsabilidade sobre o avanço do golpismo. “A militância precisa ocupar as ruas e mostrar que o País que a mídia mostra não existe”, critica.

Em entrevista ao “Portal Vermelho”, o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo, defendeu a formação de uma ampla frente que reúna vários setores com o objetivo de barrar o conservadorismo.

Entre as pautas, devem estar a defesa da soberania e da indústria nacionais, da Petrobras e do avanço econômico, social e político.

“É verdade que a situação do pais não é confortável, temos aumento de tarifas de energia, do combustível, mas já vivemos momentos muitos piores”, lembrou o sindicalista, em referência às gestões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Fonte: Cristina Sena, da Agência PT de Notícias, com informações do Portal Vermelho

Últimos artigos

Por Rui Falcão: Uma semana decisiva que culmina dia 28
segunda, 24 abril 2017, 18:14
    O PT apoia e participa da greve geral nesta sexta-feira, e sua Executiva Nacional estará em Curitiba dia 2 de maio, em homenagem à festa da democracia do dia 3   Paulo Pinto/Agência PT Ato preparatório para a greve geral do... Leia Mais
Por Rui Falcão: A necessidade de derrubar Temer e eleger Lula
terça, 18 abril 2017, 15:08
  Nosso caminho é aumentar as mobilizações, repelir o canto de sereia dos acordos por cima, defender os direitos e lutar pela antecipação das eleições   A impopularidade e o descrédito crescentes de Temer & seus asseclas; a... Leia Mais
Simão Pedro Chiovetti: A gestão Doria – vender SP
quarta, 12 abril 2017, 16:37
  Doria em menos de 100 dias demonstrou que não tem apego algum por SP e muito menos pelos paulistanos da periferia e classe média   Próximo de completar apenas 100 dias à frente da Prefeitura de SP, já é possível perceber que as... Leia Mais
Por Vitor Marques: 100 dias de governo João Doria: a São Paulo virtual e a São Paulo real
quarta, 12 abril 2017, 15:06
  Empossados os novos governos, via de regra, é esperado que a população tenha uma receptividade e uma tolerância maior com aqueles que estão iniciando a nova gestão. Este período é conhecido no vocabulário político como “lua... Leia Mais
Por Emídio de Souza: Algo está errado
terça, 11 abril 2017, 21:35
  Algo está errado. Contrariando a tradição da política brasileira, um partido chama seus filiados a debater seu futuro e escolher seus dirigentes. Mais de 250 mil atendem ao chamado e, sem serem obrigados, vão às urnas em quase 4... Leia Mais