Governo Dilma garante saúde aos indígenas por meio do Programa Mais Médicos

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Instituído há dois anos, o Programa Mais Médicos tem garantido assistência à saúde de  63 milhões de pessoas em 4.058 municípios. O programa contempla 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), criados como áreas prioritárias para receber os profissionais de saúde. Antes do Mais Médicos,  247 médicos cuidavam da saúde da população indígena. Com o programa, foi possível aumentar o número para 582.

A região Norte concentra a maior parte da população indígena, cerca de 46%, de acordo com dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). O programa Mais Médicos possibilita o atendimento a 666 mil indígenas que vivem em 5.700 aldeias. Na avaliação do deputado federal Ságuas Moraes (PT-MT), o programa “melhorou consideravelmente o atendimento aos povos indígenas”.

“Antes do Mais Médicos, a atuação dos agentes de saúde era limitada. Os indígenas precisavam ser deslocados para os distritos onde haviam profissionais. Era preciso fazer viagens de carro, barco ou até avião para fazer uma consulta, isso quando o paciente já não ia muito doente ao hospital. Agora o profissional está muito próximo, faz prevenção, o que reduz o agravamento da doença”, relata.

Os médicos que cuidam da saúde indígena trabalham 30 dias nas áreas remotas e folgam 15 dias. Cerca de 292 médicos cubanos cuidam da saúde dos povos indígenas. Para manter a qualidade do atendimento , agentes de saúde indígenas ajudam na comunicação entre os médicos cubanos e os índios.

O município de Santa Terezinha em Mato Grosso tem 7.280 habitantes. Há no local cerca de mil indígenas. Dois médicos estrangeiros cubanos são responsáveis pelo atendimento de quatro aldeias. Eles cuidam da saúde das etnias Tapirapé que constituem o povo Tupi-Guarani da região da serra do Urubu Branco e da etnia Karajá. Segundo o prefeito Cristiano Gomes (PT), “a saúde melhorou bastante com o Mais Médicos”.

“Nós tínhamos os médicos de cidades vizinhas que atendiam os indígenas, mas não era um atendimento regular. Com o programa a situação melhorou bastante. A mortalidade infantil, a tuberculose e as doenças sexualmente transmissíveis no município. A redução é prova da eficiência do Mais Médicos”, declara.

Além disso, em três anos, o orçamento para a área da saúde indígena triplicou, saltou de R$ 479 milhões, em 2011 para R$ 1,39 bilhão, em 2015.

Fonte: Michelle Chiappa, da Agência PT de Notícias

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