Combate à fome no Brasil é destaque em relatório da FAO

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A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgou um relatório em que reafirma a importância do exemplo brasileiro para superar a fome no mundo. Para Alan Bojanic, o representante da FAO no País, o Brasil mostrou que é possível combater a fome e a insegurança alimentar quando o governo trata o assunto com prioridade.

“O País focou no problema estrutural e hoje não está mais no Mapa da Fome das Nações Unidas”, afirmou.

Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, foi em 2004 que o governo federal admitiu o problema da fome e tomou como agenda central para o Brasil. A ministra afirmou que a meta era mudar a vida das pessoas que precisavam dessa renda para acabar com a dependência da doação de alimentos.

Campello afirmou que a população não passava fome por falta de alimentos, mas por falta de renda.

O governo desenvolveu, então, diversas políticas para que o Brasil pudesse alterar de forma estrutural a realidade das pessoas. De acordo com a ministra, essa era a garantia do acesso a renda para milhões de brasileiros.

“Assumir o combate à fome e à pobreza como prioridade do governo e, a partir daí, ampliar a renda das famílias com aumento do salário mínimo, geração de empregos, Bolsa Família e outras políticas de geração de renda permitiu que essas famílias tivessem acesso a alimentos que já eram produzidos no Brasil”, disse.

No relatório divulgado na última quinta–feira (5) pela FAO afirma que a segurança alimentar dos brasileiros vem aumentando desde 2004. Segundo ao relatório, isso se deve ao acesso aos alimentos em quantidade suficiente e adequada que a população brasileira tem.

“Desde 2013 isso estava garantido a mais de 77% dos domicílios brasileiros, comparado a 65% em 2004 (IBGE, 2014). Cerca de 40 milhões de novos brasileiros passaram à condição de segurança alimentar no decorrer de uma década”, diz o relatório.

Entre os anos de 2004 e 2013 foi quando a região Nordeste teve a maior redução em percentual da insegurança alimentar grave. Em 2013, ainda havia diferenças importantes nos padrões de acesso aos alimentos, entre as regiões.

O relatório afirma ainda que essas desigualdades regionais vêm diminuindo ao longo dos anos e que os resultados Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) confirmam essa tendência.

“Devemos enfatizar a grande redução observada na insegurança alimentar grave, que tem na fome sua pior expressão. Esta redução expressiva ocorreu em todas as regiões e estados do país, entre 2004 e 2013”, diz.

Fonte: Agência PT de Notícias com informações do Portal Brasil

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