Mulheres de todo o país se solidarizam com Dilma

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Uma emoção a favor das mulheres

Essa foi a descrição que a Presidenta da República, Dilma Rousseff, fez do Encontro que teve com Mulheres da CUT, de outras centrais e de diversos movimentos sociais, populares e feministas de todas as regiões do país nesta quinta (7) no Palácio do Planalto.

Dilma foi recebida com palavras de ordem como: não vai ter golpe, vai ter Dilma!

“Eu tenho consciência de que o que está em questão neste encontro não é o apoio de caráter pessoal, mas aquilo que represento: a democracia e o Estado de Direito, sobretudo um apoio à nós, mulheres”, explicou Dilma para quase mil mulheres que participaram do Encontro em Brasília.

Foto: Heitor Lopes - CUT BrasíliaFoto: Heitor Lopes - CUT Brasília

A presidenta, emocionada, falou sobre a importância de defender a Carta Magna e reafirmou que este impeachment em curso na Câmara é golpe.

“Não está escrito na nossa Constituição que o presidente eleito pode sofrer impeachment porque o país passa por dificuldades na economia ou porque cidadãos não gostam dele por qualquer razão. Num sistema presidencialista é necessário ter base judicial e política para tirar o presidente”, explicou.

Dilma também destacou os vazamentos seletivos que aconteceram e os que vão acontecer [deixando claro que outros irão surgir nos próximos dias] para contribuir com o golpe. A chefe do Executivo disse também que grupos contrários ao governo querem propor um pacto para sair da crise econômica, mas que não estão de acordo com os princípios do governo dela.

“Desde que assumi o segundo mandato, desde a primeira hora, busco, busquei e buscarei consensos capazes de superar toda e qualquer crise, mas o entendimento ou um pacto tem como ponto de partida algumas condições: respeito ao voto, o fim das pautas bombas no Congresso, pautas que não contribuem para o país, unidade pela aprovação de reformas, a retomada  do crescimento econômico, a preservação de todos os direitos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras e a necessária, imprescindível e urgente reforma política”, disse.

“Eu tenho responsabilidade com a democracia, com a retomada da econômica, com a geração de empregos e com a inclusão social”, destacou.

Foto: Lula Marques - Junéia Martins Batista, secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUTFoto: Lula Marques - Junéia Martins Batista, secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT

A secretária da Mulher Trabalhadora da CUT Nacional, Junéia Batista, que fez sua fala representando o Fórum Nacional das Mulheres das Centrais Sindicais, disse que a reeleição de Dilma representa a continuidade de um projeto político cujo programa de governo permitiu a mudança de vida de milhões de mulheres.

Segundo ela, setores da mídia, do Judiciário e desse Congresso querem destituir a presidenta. “A tentativa de impedir a presidenta Dilma de governar representa um retrocesso na vida de todas mulheres deste país, neste sentido estamos todas, nós mulheres e sindicalistas lutando pra termos mais mulheres nos espaços de poder e em qualquer parlamento brasileiro nas três esferas”, explicou.

Foto: Heitor Lopes - CUT Brasília - Mulheres CUTistas no encontro com DilmaFoto: Heitor Lopes - CUT Brasília - Mulheres CUTistas no encontro com Dilma

Junéia também fez algumas reivindicações pro governo, como a ratificação da Convenção 156, que trata da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres e o avanço na igualdade salarial entre homens e Mulheres.

A dirigente CUTista também destacou o compromisso das mulheres das centrais em defender o mandato da presidenta eleita, principalmente dos ataques da mídia. “Não nos calaremos ante as desqualificações diárias feitas por esta mídia parcial, antiética, machista e misógina”, lembrou contando o caso da capa da IstoÉ da última semana e os ataques constantes da Rede Globo contra a presidenta.

As mulheres presentes na atividade em coro gritaram: “Fora Rede Globo o povo não é bobo”.

Vilma Reis, da Ouvidoria da Defensoria Pública e da Coordenação da Marcha das Mulheres Negras , lembrou que um juiz de primeira instancia e segmentos do judiciário querem dar o golpe e perguntou para a presidenta: “Tem controle pro legislativo, tem pro executivo e quem controla o judiciário?”.

“Nós da marcha mulheres negras repudiamos todos artifícios e manobras para golpear o brasil. Repudiamos qualquer forma de machismo, sexista e misógina que a presidenta vem sido tratada”, e finaliza cantando a música Maria Maria de Milton Nascimento.

A presidenta contou a experiência de ter participado de algumas atividades a favor da democracia, entre elas uma que aconteceu na semana passada de artistas e intelectuais contrários ao impeachment.

Foto: Lula Marques - Mulheres com DilmaFoto: Lula Marques - Mulheres com Dilma

Ela citou a presença da autora do filme “Que horas ela volta”, Anna Muylaert, e o quanto o filme é especial por contar a história da filha da empregada doméstica que teve acesso a universidade.

“A obra não fala apenas sobre o acesso à universidade conquistado no meu governo e o do Presidente Lula, mas mostra também a auto estima, a dignidade e a força de uma mulher que tem consciência que o seu direito lhe é devido, mas que está correndo um caminho de oportunidades”, contou.

A presidenta se refere à vários projetos populares de inclusão e oportunidades. Programas de acesso a universidades, políticas de combate a extrema pobreza, como o bolsa família, a conquista da moradia com programas como Minha Casa Minha Vida, a aprovação da PEC das Domésticas, no qual mais de 7 milhões de empregadas domésticas tiveram seus direitos conquistados, entre outros.

Para a presidenta da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD), Creuza Oliveira, a defesa da legalidade deste governo tem que ser de todas, pois o golpe significa retirada de direitos e de oportunidades. “Eu tenho muito orgulho deste governo, pois hoje minha filha e filha de várias domésticas podem frequentar uma universidade. Queremos respeito com este mandato eleito pelo povo e não podemos deixar a Constituição ser rasgada. Retrocesso Nunca mais!”, afirmou.

Fonte: Érica Aragão - CUT Brasil 

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