Rui Falcão: Eu não converso com golpista

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Presidente do PT avalia que as manifestações no Dia do Trabalhador mostraram a unidade entre todas as forças que estão na defesa da democracia

 


Durante discurso no ato de 1º de Maio, no Vale do Anhangabaú, o presidente nacional do PT, Rui Falcão desmentiu boatos da grande imprensa e afirmou que o Partido dos Trabalhadores não conversa golpista. "Não converso com quem trai", disse Rui.

Ele pontuou que não haverá o reconhecimento ao governo ilegítimo “desse usurpador que é o vice-presidente, e que tem ao seu lado um dos maiores corruptos do País, que é o presidente da Câmara dos Deputados”.

“Nós temos a votação no Senado e independentemente desse resultado, nós não vamos reconhecer a legitimidade de um governo que tenta assumir sem o voto popular. E não é só um atentado à democracia, é também uma regressão social, política, cultural. Porque pela pauta já apresentada por quem pretende sentar na cadeira antes da hora, são privatizações em série, é a mudança do regime de aposentadoria, é um ataque à Petrobras”, enfatizou.

O presidente do Partido comentou a dificuldade de impedir a admissibilidade do processo de impeachment no Senado, pois para isso é necessário apenas uma maioria simples, mas ponderou que as mobilizações vão abrir caminho para conseguir os 28 votos necessários para barrar o processo. “Estou muito esperançoso que isso possa ocorrer, mas isso depende de luta, de mobilização e é disso que nós não podemos desistir. Todas as formas de luta, seja política, jurídica, de massas, deve ser utilizada nesse período. O povo brasileiro já mostrou que tem capacidade de luta. Lutou contra a ditadura, lutou pela anistia, lutou pelas diretas, e esses partidos que estão unidos com os movimentos sociais têm força política para fazer essa virada”, ressaltou.

Rui ainda destacou que os atos do dia do trabalhador deixam uma mensagem de unidade entre todas as forças que se juntaram em defesa da democracia e na luta para barrar o golpe. “Estão presentes aqui as reivindicações pela manutenção de direitos, pela redução da jornada sem redução de salários, contra o desemprego e o que agrega todo mundo nesse momento, além das reivindicações históricas, é a luta pela democracia e contra o golpe, pelo Fora Cunha, pelo Fora Temer. Isso fez com que todo o conjunto da classe trabalhadora se associasse aos intelectuais, aos juristas, à juventude, aos partidos de esquerda. Esse para mim é desse 1º de maio de 2016”, concluiu.

Fonte: Cláudio Motta Jr | Linha Direta

 

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