"Antes tarde do que nunca", diz Dilma sobre afastamento de Cunha

Compartilhar

 

 
 

A presidenta Dilma Rousseff comentou, nesta quinta-feira (5), o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Dilma, o afastamento de Cunha se deu “antes tarde do que nunca”.

“A única coisa que eu lamento, mas falo, antes tarde do que nunca, é que infelizmente ele conseguiu presidir, na cara de pau, o lamentável processo na Câmara”, afirmou, durante inauguração da usina hidrelétrica de Belo Monte, em Vitória do Xingu (PA).

A presidenta afirma que o impeachment é um claro desvio de poder de Eduardo Cunha. “Ele usa seu cargo para se vingar de nós, porque não nos curvamos às chantagens dele”, ressaltou.

Dilma voltou a afirmar que o processo de impeachment não tem base legal e que é, na verdade, uma eleição indireta. Ela destacou, ainda, que só a democracia respeita os direitos do povo. “Por isso temos de afirmar em alto e bom som que a democracia é o lado certo da historia. Não haverá perdão da história para os golpistas”, completou.

A petista destacou que está sendo punida pela sua escolha de ficar do lado dos mais pobres e afirmou que o grande juiz do País é o povo brasileiro, por meio do voto secreto.

“Eu quero dizer que tenho orgulho das escolhas que fiz. Investi no desenvolvimento de todas as regiões do País, dando ênfase àquelas que mais precisavam, o Norte e o Nordeste. Escolhi priorizar os interesses do povo mais pobre. Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Fies, ProUni, Pronatec, que aqui teve grande aceitação”, disse.

Por isso, a presidenta questionou a proposta de reduzir o Bolsa Família para 5% da população mais pobre do Brasil, projeto que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) pretende colocar em prática caso Dilma seja afastada do cargo.

“Sabe quantas pessoas recebem hoje o Bolsa Família? São 46 milhões de pessoas. Se falassem isso para vocês, vocês votariam em quem quer diminuir de 46 para 10 milhões e quer jogar para escanteio 36 milhões de brasileiros? Não votariam não”, afirmou.

 

Fonte: Agência PT de Notícias

Últimos artigos

Por Rui Falcão: A necessidade de derrubar Temer e eleger Lula
terça, 18 abril 2017, 15:08
  Nosso caminho é aumentar as mobilizações, repelir o canto de sereia dos acordos por cima, defender os direitos e lutar pela antecipação das eleições   A impopularidade e o descrédito crescentes de Temer & seus asseclas; a... Leia Mais
Simão Pedro Chiovetti: A gestão Doria – vender SP
quarta, 12 abril 2017, 16:37
  Doria em menos de 100 dias demonstrou que não tem apego algum por SP e muito menos pelos paulistanos da periferia e classe média   Próximo de completar apenas 100 dias à frente da Prefeitura de SP, já é possível perceber que as... Leia Mais
Por Vitor Marques: 100 dias de governo João Doria: a São Paulo virtual e a São Paulo real
quarta, 12 abril 2017, 15:06
  Empossados os novos governos, via de regra, é esperado que a população tenha uma receptividade e uma tolerância maior com aqueles que estão iniciando a nova gestão. Este período é conhecido no vocabulário político como “lua... Leia Mais
Por Emídio de Souza: Algo está errado
terça, 11 abril 2017, 21:35
  Algo está errado. Contrariando a tradição da política brasileira, um partido chama seus filiados a debater seu futuro e escolher seus dirigentes. Mais de 250 mil atendem ao chamado e, sem serem obrigados, vão às urnas em quase 4... Leia Mais
Rui Falcão: As alternativas do PT para a Previdência
segunda, 13 março 2017, 19:03
  Em meio às manifestações contra o desmonte da Previdência (e foi notável a reação das mulheres no 8 de março, dia de luta também contra o conservadorismo e a violência), abre-se agora o debate sobre qual a melhor tática... Leia Mais