Tentam transformar o Alvorada em uma ‘prisão dourada’, diz Dilma

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O governo interino do golpista Michel Temer é “pequeno e mesquinho”, afirmou a presidenta eleita Dilma Rousseff durante encontro com historiadores em defesa da democracia no Palácio da Alvorada, nesta terça-feira (7).

Segundo a presidenta, Temer não seria eleito em votações diretas e, por isso, precisava de uma “ruptura democrática” para chegar ao poder.

Dilma também criticou as limitações impostas pelo governo interino sobre suas viagens e as barreiras de seu direito democrático de ir e vir, “que não sabemos quando são abertas ou fechadas”. A presidenta afirmou que estão tentando “transformar o Palácio da Alvorada numa prisão dourada”.

“Estão testando sistematicamente as características de um regime democrático. Tentam proibir meu direito de defesa nas instâncias da Câmara e do Senado. Tentam transformar o Palácio da Alvorada em uma ‘prisão dourada’ colocando uma barreira. Criam obstáculos para o meu direito de ir e vir. Ainda apresentam toda sorte de armadilhas. Me obrigam a responder se foi golpe ou não”, afirmou.

Para a presidenta, os historiadores devem ficar atentos ao presente para passar para a sociedade um panorama do futuro. “É muito importante debater a história enquanto ela está em curso. Apesar dos pontos negativos, acredito que algumas coisas podem ser positivas. Especialmente que as pessoas estão participando. Mulheres, jovens… Vejo um despertar para a questão do risco que vivemos”, acrescentou.

Outro ponto positivo apontado pela presidenta é a onda de rupturas das oligarquias tradicionais. “Cada vez temos mais governadores progressistas que fogem do parâmetro regional conservador. É interessante que isso ocorreu no Nordeste”, disse.

Dilma novamente defendeu que o processo de impeachment em curso não tem bases legais. “Fui questionada se o governo provisório poderia remontar todas as estruturas. Decidem sobre tudo, sobre o pré-sal, e isso é ditar o futuro. Argumentam que impeachment não é golpe porque está na Constituição. Mas não dizem o resto, que tem que haver crime de responsabilidade. Não dizem que no presidencialismo não se pode tirar o chefe de Estado e de Governo por impopularidade. Até porque existe um contraponto no parlamentarismo: o chefe de Governo pode destituir o Parlamento e vice-versa”, afirmou.

 

Fonte: Redação da Agência PT de Notícias, com informações da Rede Brasil Atual

 

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