Movimentos sociais destacam trajetória de luta de Dona Marisa

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Centrais sindicais e movimentos publicaram homenagens e prestaram solidariedade à família da ex-primeira dama, que teve morte cerebral em decorrência de um AVC

Lula e dona Marisa. Foto: Roberto Stuckert

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Movimentos sociais também se uniram à rede de solidariedade e prestaram sua homenagem à Dona Marisa, que teve morte cerebral anunciada nesta quinta-feira (2), aos 66 anos, em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) lamentou profundamente a morte da amiga e companheira. Segundo a nota, Marisa, mulher e mãe, abriu as portas da sua casa para a militância, e esteve presente em todos os momentos da construção da luta por um país melhor e justo.

A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) também publicou homenagem à dona Marisa. “Não há dúvida da força que Dona Marisa comprovou ter nestes 43 anos de união com o presidente Lula. Descrita pelo marido, mais de uma vez, como uma “grande mãe italiana”, Lula nunca escondeu a importância dela em sua vida e na luta que travaram juntos”,  afirmou a central em nota.

O MST também prestou homenagem à dona Marisa, lembrando da sua trajetória de luta, da sua militância no sindicato dos metalúrgicos.  “E se transformou na primeira operária Primeira-Dama do país”, diz a nota.

Veja abaixo notas na íntegra:

CUT:

A CUT lamenta profundamente a morte da amiga e companheira Marisa Letícia Lula da Silva, incansável militante das causas sociais e da luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Dona Marisa, mulher e mãe – a querida esposa do presidente Lula -, abriu as portas da sua casa para a militância que criou o Partido dos Trabalhadores e a Central Única dos Trabalhadores e esteve presente em todos os momentos da construção da luta por um país melhor e mais justo.

Se não tivessem ao lado pessoas como Dona Marisa, uma militante forte, afetiva e determinada, Lula e a CUT jamais seriam o que são.

Nossa solidariedade à família e aos milhares de amigos que Dona Marisa conquistou nesses 40 anos em que acompanhou todos os passos do presidente Lula, apoiando, aconselhando e se colocando sempre à disposição em todos os momentos de sua vida.

O luto do Lula é o nosso luto.

Você nunca estará sozinho, companheiro!

D. Marisa, presente!

São Paulo, 2 de fevereiro de 2017.

CTB:

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) externa, nesse momento tão triste e singular, seus mais sinceros sentimos em solidariedade à família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, no início da manhã desta quinta-feira (02), teve que anunciar que Dona Marisa não estava mais entre nós.

Não há dúvida da força que Dona Marisa comprovou ter nestes 43 anos de união com o presidente Lula. Descrita pelo marido, mais de uma vez, como uma “grande mãe italiana”, Lula nunca escondeu a importância dela em sua vida e na luta que travaram juntos.

Nos últimos anos, Marisa enfrentou de cabeça erguida um bombardeio intenso contra todos que mais amava. Foram as mais diferentes e vis ofensas que uma pessoa poderia suportar, e ela resistiu. Resistiu ao lado de Lula e com certeza deixou sua contribuição para os que aqui ficarão e terão que continuar.

Hoje, parte do imenso Brasil está de luto ao lado do presidente. A CTB testemunhou o papel muito bem desempenhado por Dona Marisa, não só como primeira-dama, mas, sobretudo, como companheira nestes últimos oito anos de investida raivosa.

O momento é de tristeza. Tiremos dele energia para lutar com as armas que Dona Marisa sempre revelou usar: o diálogo e a calma.

Força Lula, estamos ao seu lado agora e sempre…

Direção Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

 

MST:

À família e amigos do companheiro Lula
É com profundo pesar que nos dirigimos à família de Dona Marisa Letícia, em especial ao seu companheiro de vida, Luiz Inácio Lula da Silva, para manifestar nossa solidariedade e desejar força nesse momento de dor. 
Dona Marisa foi uma lutadora e exemplo da classe trabalhadora. Criou seus filhos, militou no sindicato dos metalúrgicos e participou com seu companheiro em todas as batalhas da classe. 
Forte e discreta, compartilhou com Lula o sonho de uma sociedade justa e fraterna. E se transformou na primeira operária Primeira-Dama do país.

 

Fonte: Agência PT de Notícias

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