LOCAL: Haddad diz que renegociar dívida de São Paulo é prioridade

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Prefeito da capital paulista diz que projeto que muda o indexador da dívida, se aprovado no Congresso, 'vai destravar' algo em torno de R$ 6 bilhões ao ano para Estado e município

Agência Estado | 05/03/2013 

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que a mudança no indexador da dívida do município - atualmente calculada com base no Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) mais 9% ao ano - vai "destravar" algo em torno de R$ 6 bilhões ao ano para o Estado e o município aplicarem em investimentos em São Paulo. Ele reiterou que já se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e que está agendando uma reunião com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), para tratar do tema, que precisa ser aprovado no Congresso.

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Para o prefeito, a renegociação é "prioritária" num momento em que o País precisa de mais investimento público para crescer. "Isso vai destravar, só aqui em São Paulo, contando Estado e município, alguma coisa em torno de R$ 6 bilhões em investimento ao ano. Temos que dar a importância que esse projeto tem porque ele é muito importante para alavancar o investimento público. Não sei se todos estão se dando conta da (importância da) aprovação desse projeto, ele tem uma repercussão nacional", afirmou Haddad durante o lançamento da candidatura da cidade de São Paulo para sediar a Exposição Mundial de 2020.

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Haddad lembrou também que já se reuniu duas vezes com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e uma com o secretário nacional do Tesouro, Arno Augustin, para tratar sobre o tema. "Isso vai abrir o caminho para o investimento público", frisou.

No evento, o ministro do Turismo, Gastão Dias Vieira, afirmou que está aprovado no ministério um crédito de R$ 680 milhões para a cidade de São Paulo. "Esse crédito está aberto e estamos discutindo com a Prefeitura a melhor aplicação desse crédito extraordinário. O principal objetivo é a construção de um novo centro de convenções para a cidade de São Paulo", disse.

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Indagado se esse montante seria uma espécie de contrapartida do governo federal pela Prefeitura ter adiado para junho o aumento no valor da passagem de ônibus, a pedido do próprio governo federal para não pressionar os índices inflacionários, Haddad negou qualquer relação entre as duas medidas. "Evidentemente que não, até porque as tratativas foram feitas com o (ex-prefeito, Gilberto) Kassab. Não tem nada a ver. É um projeto que não é de governo. Não é de PT, PSDB, PSD. É um projeto da cidade, do Estado e do País. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Até porque, como eu vou utilizar esse dinheiro para subsidiar (os transportes)? Nem orçamentariamente eu conseguiria fazer essa operação", concluiu o prefeito.

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