LOCAL: Prefeitura de SP irá criar quatro novos centros de combate à Homofobi

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Anúncio foi feito em evento #DIALOGOSPDH/LGBT, que, pela primeira vez, reuniu militantes e poder público municipal para debater  políticas públicas

 
Por Spresso SP Quinta-feira, 14 de março de 2013

O coordenador de Assuntos da Diversidade Sexual, Julian Rodrigues, afirmou que serão criados mais quatro Centros de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia (CCH), um em cada região da capital paulista, além de reforçar a estrutura do único CCH existente. “Nós temos a prioridade de reforçar o Centro de Referência e fazer mais quatro centros na cidade ao longo dos quatro anos. Um em cada grande zona: leste, oeste, norte e sul”, disse Rodrigues.
O anúncio foi feito na noite desta quarta-feira, 13, na galeria Prestes Maia, região central de São Paulo, onde aconteceu o #DIALOGOSPDH/LGBT, um encontro entre o poder público municipal e militantes dos direitos de gays, lésbicas, travestis e transexuais. O evento faz parte de uma série de diálogos da Prefeitura de São Paulo com a sociedade civil. Também esteve presente o secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili, que comanda a pasta a qual a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads) está subordinada.
“Esse encontro é mais para ouvir do que para falar, é um espaço para ouvirmos intervenções de vocês que venham a contribuir com nossas políticas públicas”, afirmou Sottili na abertura do evento. “Para nós, participação social é uma estratégia e deve se constituir na gestão do prefeito Haddad como um método de gestão”, completou o secretário de Direitos Humanos e Cidadania.
Durante o encontro, grande parte das falas dos militantes do movimento LGBT foram focadas na promoção do respeito à diversidade através da educação.
“Logo nos primeiros dias em que o Julian assumiu o cargo, a gente chegou a conversar por uma demanda feita pelo próprio prefeito Fernando Haddad de agilizar a produção de um material de combate a homofobia nas escolas, o que me deixou muito contente”, afirmou Lula Ramires, coordenador da ONG C.O.R.S.A. “Já estava exultante quando o Haddad declarou, no dia em que venceu a eleição, que negros, mulheres e a população LGBT são prioridades em São Paulo. Fazer o material é fácil. O desafio é fazer ele chegar nas escolas e não ficar empoeirando nas prateleiras das escolas”, declarou.
“O desafio é a formação dos professores. Queria pedir que a Cads dialogasse com a Secretaria da Educação. Quando trabalhamos o combate à homofobia com os professores, nós trabalhamos em dois lados. De um lado protegemos os estudantes LGBT, e de outro, fazemos um trabalho de prevenção ao preconceito com os outros estudantes”, completou Ramires.
Sottili afirmou que os direitos humanos, incluindo as ações voltadas para a população LGBT, serão realizadas de forma transversal por todas as secretarias. “Vamos trabalhar com transversalidade. Todo o governo vai tratar o tema LGBT. A educação vai ter o tema LGBT, o esporte, a saúde, o planejamento, todos os temas ligados aos direitos humanos estarão no norte das ações”, declarou Sottili.

 
 

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