LOCAL: Haddad convida Mano Brown, Dom Odilo e Viviane Senna para “conselhão” da Prefeitura

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  POR MARINA DIAS-Terra Magazine       O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), convidou a empresária Viviane Senna, o rapper Mano Brown e o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, para fazer parte do conselho administrativo de sua gestão, uma promessa de campanha. A primeira reunião do conselho, que segue o mesmo modelo do criado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, está marcada para às 9 horas da próxima terça-feira (26), na sede da prefeitura, centro da capital paulista.       De acordo com o secretário de Relações Institucionais de Haddad, João Antonio, secretário-executivo do conselho, o objetivo do grupo será "consultivo", para fazer propostas e avaliar medidas em todas as áreas da cidade. "Queremos ampliar a democracia e tornar a administração de Haddad ainda mais transparente", afirmou João Antonio a Terra Magazine.       Com trabalho voluntário, cerca de 120 pessoas irão se reunir quatro vezes durante o ano para opinar sobre os projetos da gestão e elaborar propostas que visam resolver os principais problemas da capital. Houve especulações, inclusive, sobre a participação de Lula no conselho. João Antonio, porém, negou que um convite tenha sido feito ao ex-presidente.       "Teremos empresários, artistas, políticos, membros de centrais sindicias e movimentos sociais. Foram convidados ainda os três senadores por São Paulo [Aloysio Nunes, do PSDB; Antonio Carlos Rodrigues, do PR; e Eduardo Suplicy, do PT], e os presidentes da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal. A ideia é diversificar bastante", explica João Antonio.       O tucano Aloysio Nunes e o petista Eduardo Suplicy se dizem "honrados" pelo convite de Haddad, mas não participarão do primeiro encontro do conselho. Ambos justificaram a ausência em razão de compromissos em Brasília. Já o senador Antonio Carlos Rodrigues disse que sua presença está confirmada.       A pauta da primeira reunião será o Plano de Metas, que será divulgado por Haddad na própria terça-feira (26). O documento tem cerca de 100 itens, o que representa menos da metade dos 223 apresentados pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD).  Destes, 123 foram cumpridos pelo ex-prefeito, o que representa 55,1% do total.       Interlocutores de Haddad afirmam que, para fugir do baixo aproveitamento, o petista deve apresentar um plano "mais enxuto e viável". Após ser apreciado pelo conselho, o Plano de Metas será enviado à Câmara Municipal de São Paulo.       Durante a segunda reunião, prevista para o início de julho, será discutido o novo Plano Diretor da cidade.

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