Políticas para mulheres, uma discussão calorosa

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Com mais de 200 inscritas e a presença de alguns homens, a Plenária Estadual de Mulheres do PT-SP "Sônia Leite, presente!" foi um sucesso. O evento realizado na sede do Sindicato dos Químicos, na zona central da cidade de São Paulo, levantou questões importantes sobre políticas para mulheres.

Uma emocionante homenagem à companheira Sônia Leite - mulher, negra e feminista que dedicou sua vida às lutas do Partido e das mulheres negras. Assim começou a plenária de mulheres, relembrando a história de uma pessoa que deixou um importante legado e se tornou referência nas questões feministas e raciais.

Marta Domingues Rodrigues, secretária estadual de mulheres do PT-SP, lembrou: "Não podemos esquecer da luta que ela iniciou aqui no PT, contra o feminismo branco e por uma luta de duas cores".

Avanços históricos

"Foi com Partido dos Trabalhadores que nosso País passou a ter a primeira secretaria de políticas para as mulheres", destacou Vera Machado, do Coletivo Estadual de Mulheres, na primeira mesa de discussões. O presidente Lula, quando assumiu, criou este e outros instrumento de políticas para as mulheres e agora a luta continua com a presidenta Dilma.

No âmbito municipal, as cidades também tiveram muitos avanços e conquistas ao longo dos anos. Com o PT, São Paulo foi a primeira cidade a eleger uma prefeita mulher. "Em Santo André, o prefeito Celso Daniel começou a pensar na desigualdade de gênero e racial e criou instrumentos específicos para estas lutas", afirma Silmara Conchão.

Em sua segunda gestão à frente de Cubatão, a prefeita Márcia Rosa contou sua luta em gerir uma cidade essencialmente machista e industrial. "Implantamos o maior Centro de Referência à Mulher da região Sudeste. O acabamento do prédio foi integralmente realizado por trabalhadoras, pois temos o cuidado de qualificar nossas mulheres para trabalharem na área da construção civil - que é a que mais cresce", explica a companheira.

Para falar sobre os avanços que vêm ocorrendo na capital do Estado, a secretária especial de políticas para as mulheres da Prefeitura Municipal de São Paulo, Denise Mota Dau, destacou as prefeituras anteriores do PT - em especial da ex-prefeita Marta Suplicy.

Por mais direitos

Giseli Silva, membro da Executiva Estadual do PT-SP, coordenou a segunda mesa de discussões que colocou luz nas lutas pelos direitos das mulheres.

"Se as mulheres, as negras, as donas de casa, as trabalhadoras são o outro lado da sociedade, com quem nós vamos dialogar?", questionou a deputada estadual Telma de Souza. Para que se possa conhecer a resposta, a parlamentar reivindicou a criação de secretarias especializadas e discussões constantes sobre as dificuldades das mulheres, além de mais delegacias especializadas na mulher. "Só assim vamos saber o caminho que devemos seguir", completa.

A presidenta da Câmara Municipal de São José dos Campos, Amélia Naomi, abordou a questão dos direitos trabalhistas das trabalhadoras domésticas. "Um grande desafio é que estas trabalhadoras consigam se organizar em sindicatos para que possam lutar pelos seus direitos", avalia. Naomi ainda levantou questões como a criação de uma Casa Abrigo, do Aborto Legal e de um Juizado Especial.

Para fechar a segunda mesa, a presidenta do Diretório Municipal da cidade de São Paulo, Juliana Cardoso, pediu uma salva de palmas para as mulheres do Partido dos Trabalhadores por todas as conquistas políticas conquistadas por elas. "Estamos mostrando que as mulheres tem capacidade e provando que estamos organizadas para poder mostrar nosso poder", ressalta a vereadora.

PED 2013

A terceira, e última mesa, tratou de um assunto muito importante em 2013 - o Processo de Eleição Direta (PED). A secretária de mulheres do PT-SP destacou as regras e como participar deste processo. "Estamos criando condições efetivas para que as mulheres possam participar da vida partidária", avalia. "Lutamos para que elas possam participar das chapas de forma autônoma para romper a tentativa de controle político por parte dos homens".

A mesa ainda contou com a participação de Silvia Helena Barbosa, membro do Coletivo Nacional de Mulhers do PT, e Silvia Seixas, coordenadora da Secretaria de Combate ao Racismo da Macro Ribeirão Preto.

 

Por Mariana Blessa, Portal Linha Direta

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