Haddad atende movimentos e reafirma meta para a construção de casas

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O prefeito Fernando Haddad atendeu na manhã desta quarta-feira (17) manifestantes da União dos Movimentos por Moradia, que se reuniram em frente à sede da Prefeitura, no viaduto do Chá (Centro). Haddad subiu no trio-elétrico e falou sobre os projetos de habitação para a cidade de São Paulo. “Reitero nosso compromisso de construir 55 mil moradias. Nós passamos os primeiros dias da gestão mapeando todas as oportunidades para a construção de casas”, afirmou. De acordo com a Guarda Civil Metropolitana (GCM), cerca de 4 mil pessoas estiveram presentes na manifestação.

Segundo o prefeito, apesar da meta de construir 55 mil casas, quase o dobro de locais estão sendo mapeados pela prefeitura. “Quem quer 55 mil não pode planejar 55 mil moradias, senão não é possível chegar ao final do governo com a meta cumprida. Nós mapeamos até agora 99 mil locais passíveis de construção e possivelmente vamos chegar a 120 mil em 15 ou 30 dias”, garantiu.

Haddad afirmou que a Prefeitura se reunirá com as lideranças dos movimentos para apresentar o mapeamento dessas oportunidades de construção. “O que nós vamos fazer é abrir a nossa planilha aos movimentos, para que eles possam acompanhar passo a passo os projetos, inclusive os deles, que às vezes ficam parados no departamento de aprovação não por culpa da prefeitura, mas porque eles demoram a fazer correções no projeto”.
O prefeito, porém, garantiu que a prioridade é atender também os moradores que não são organizados. “Eu tenho que atender pessoas que estão desorganizadas e que têm o direito constitucional à moradia. Uma família que está em uma situação de risco, mesmo que ela não pertença ao movimento organizado, eu não posso voltar as costas. Então vamos abrir a situação da prefeitura, para que eles com solidariedade entendam que há pessoas que têm direitos também e que precisam ser resguardados”.

Sobre a utilização de edifícios desocupados para a criação de moradias populares, Haddad lembrou que nem todos os prédios são viáveis para este tipo de projeto. “Eu sou a favor de tributar os prédios vazios com o IPTU progressivo no Centro. Às vezes há a impressão de que qualquer imóvel vazio pode ser reformado para receber habitação popular. Não é possível transformar todos em moradia, porque alguns são inviáveis economicamente. É mais fácil construir desapropriando estacionamentos ou sobrados degradados do que reconstruir estes prédios”, disse.

Desapropriações

De acordo com o secretário José Floriano (Habitação), a expectativa é de sejam desapropriados até junho terrenos suficientes para a construção de 8 mil moradias, no valor de R$ 80 milhões. Em média, demora seis meses o processo de desapropriação e doação do terreno para a Caixa Econômica Federal, para a construção de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso, o secretário informou que atualmente estão em produção 14 mil novas moradias populares e em breve haverá o início da construção de mais 3 mil unidades.

Reunião

Ainda na manhã desta quarta-feira, Os secretários José Floriano (Habitação) e João Antônio (Relações Governamentais) receberam uma comissão dos manifestantes e ficou definido que, na próxima quarta-feira (23), haverá nova reunião entre os representantes dos movimentos e a Prefeitura de São Paulo para apresentação dos projetos.

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