LOCAL: Ataques pesados na Grande SP voltam a acontecer

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O governo Alckmin se omite na apresentação de plano de ação para conter a escala da violência no Estado e não sinaliza com mais investimentos, mesmo diante do clamor da população por mais estrutura.

 
Por PT Alesp Sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dois ônibus foram incendiados no início da noite de quinta-feira (18/4) na Grande São Paulo, em locais próximos aos ataques feitos por homens encapuzados que resultaram na morte de quatro pessoas e deixaram sete feridas na quarta-feira (17/4). Em Carapicuíba, o veículo foi atingido na Rua Júpiter, mesmo local onde duas pessoas foram mortas e três, baleadas. No município de Osasco, o ônibus em chamas estava na Avenida Sarah Veloso. Não houve feridos, de acordo com o Corpo de Bombeiros.
Para apurar essas mortes, o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Maurício Souza Blazeck, criou uma força-tarefa com a participação de 12 delegados, além de diretores do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, há indícios de que as mortes nas duas cidades tenham relação, pois os sobreviventes de todas as ocorrências apontaram como autores dos disparos homens encapuzados em um carro prata. Até o momento ninguém foi preso.
Por volta das 23h30 de quarta-feira (17/7), na Avenida Netuno, foi registrado o primeiro ataque em Carapicuíba. Duas pessoas foram atingidas por tiros e uma morreu. A aproximadamente 1 quilômetro dali, mais pessoas foram baleadas na Rua Júpiter, cerca de dez minutos depois. Uma pessoa morreu no local, quatro foram socorridas, mas uma delas não resistiu aos ferimentos. No município de Osasco, o ataque ocorreu na Rua Padroeira, por volta das 23h. Quatro pessoas foram baleadas e socorridas em seguida, porém um jovem de 18 anos morreu no hospital. (fonte: Agência Brasil)
Falência da política segurança tucana
Em artigo, o deputado estadual licenciado, João Antonio, aponta que os altos índices de criminalidade no Estado é consequência da “falência de uma política de segurança que, em que pese o tempo de governo tucano - duas décadas - os resultados efetivos são medonhos. Segurança é resultante de políticas públicas preventivas eficientes como educação de qualidade e formação técnica-profissional para os jovens. É o investimento na modernização tecnológica, aparelhamento da polícia, qualificação e efetiva valorização da classe dos policiais. Nada disso acontece no Estado de São Paulo”.
Onda de violência também no interior
Desde meados de 2012, a população paulista vive assombrada pela escalada da violência. Foram 260 mortos em execuções no interior, em cidades como Araraquara, Várzea Paulista, Presidente Prudente, Baixada Santista, entre outras.
Outras cenas constantes são as explosões de caixas eletrônicos. Somente nos primeiros três meses deste ano, nove cidades de pequeno porte tiveram caixas eletrônicos explodidos, como Pardinho, de 5.582 habitantes, da região de Sorocaba, e Torrinha, com 9.330 moradores, próximo a Bauru. As cidades médias como Rafard e Anhembi também foram alvos desse ataque de violência.
Em média, os homicídios cresceram 40% no ano passado na comparação com 2011. Os 139 municípios da região noroeste do Estado, em torno da cidade de São José do Rio Preto, apresentaram uma alta de 42,9% na taxa de homicídios, o que mostra como o fenômeno da violência se espalha para fora da região metropolitana de São Paulo.
O governo Alckmin se omite na apresentação de plano de ação para conter a escala da violência no Estado e não sinaliza com mais investimentos, mesmo diante do clamor da população por mais estrutura.

 
 

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