Para PT não basta processar Siemens, é preciso investigar o esquema e punir envolvidos

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Segundo levantamento realizado pela Bancada do PT, o governo Alckmin realizou mais de 130 contratos com o consórcio denunciado pela Siemens e do qual ela fez parte e apontou a conivência do estado

 
Por Imprensa PT Alesp
Quarta-feira, 14 de agosto de 2013

 

Na avaliação do líder da Bancada do PT na Assembleia, Luiz Claudio Marcolino, o anúncio do governador Geraldo Alckmin, feito na tarde desta terça-feira (13/8), de que processará a multinacional Siemens e pedirá a indenização do Estado pelo conluio que a empresa confessou ao Cade, “é apenas uma cortina de fumaça que o governador tenta ludibriar a opinião pública”.
“A empresa é ré confessa na participação do esquema que fraudava as licitações e informou, inclusive, que havia o aval do governo do Estado. Neste momento, o que a sociedade quer saber é quem participou do esquema, quanto foi desviado dos cofres públicos e qual a dimensão do rombo”, explica Marcolino.

Segundo levantamento realizado pela Bancada do PT, o governo Alckmin realizou mais de 130 contratos com o consórcio denunciado pela Siemens e do qual ela fez parte e apontou a conivência do Estado.

Para o petista, estas questões podem ser respondidas e esclarecidas com a CPI, que tem a legitimidade e recursos para quebrar sigilos, coletar documentos e depoimentos e levar a cabo uma investigação com a celeridade e rigor intensamente cobrados dos setores públicos e dos agentes políticos pela sociedade.

Outra observação da Bancada petista é que há dirigentes, como o presidente do Metrô e o secretário de Transportes Metropolitanos, que são responsáveis pela condução de contratos que foram firmados com o esquema e, por este motivo, é importante que sejam afastados até a conclusão das investigações, para que não haja nenhuma suspeita de manipulação e/ou obstrução das apurações.

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