Casa de Parto do Sapopemba é homenageada pelos seus 15 anos

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Em sessão solene realizada na Câmara Municipal na sexta-feira, dia 18 de outubro, a Casa de Parto do Sapopemba foi homenageada pelos seus 15 anos de atividades. Trata-se da única casa do gênero da rede municipal. A iniciativa  partiu do mandato da vereadora Juliana Cardoso (PT), autora do Projeto de Lei (PL) que prevê a ampliação de casas de parto na rede municipal. O PL já foi aprovado em primeira votação. O evento reuniu militantes do parto humanizado, obstetrizes, enfermeiras, doulas, professores, mães e crianças.

“Foi uma grande vitória em 1998, pois existem dificuldades e barreiras colocadas para o funcionamento de uma casa de parto ligada ao SUS [Sistema Único de Saúde]. Existe uma oposição das   entidades médicas às casas de parto. E se ela sobrevive é graças ao empenho das profissionais que atuam com grande dedicação pelo parto humanizado”, comentou a vereadora.

Primeira diretora da Casa de Parto e professora do Curso de Obstetriz da USP (Universidade de São Paulo), Rute Osawa, lembrou a história da sua implantação. “O David Capistrano foi um visionário, pois propôs romper com o modelo tradicional, mostrando que maternidade não pode ser fábrica de bebês”, contou. “O parto normal é o abraço mais apertado que uma mãe dá ao seu filho”.

A presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros, Solange Caetano, ressaltou que o parto normal valoriza a saúde das mulheres e dos recém-nascidos. “O índice de cesáreas no Brasil é de 52,2%. Um absurdo, quando o limite estabelecido é de 15%”, declarou.

Presente a solenidade, o deputado Estadual Adriano Diogo (PT) abordou a visão política que predomina na área da saúde. “O Programa Mais Médicos mostrou a postura reacionária e inquisitória das entidades, assim como ocorre com as casas de parto. O sistema de saúde no Brasil visa ao lucro pelo lucro”, disse.  

Também fizeram uso da palavra a professora do Curso de Obstetriz da USP, Jaqueline Brigagão, que leu poema de Pablo Neruda, a enfermeira e responsável técnica da Casa Ângela, Franciely Schermak, a representante das doulas, Marina Lettis.

Em sua intervenção Reila Miranda, da Casa Borboleta, fez um relato emocionado de seu envolvimento com o parto humanizado. “Minha filha nasceu na Casa de Parto do Sapopemba. Foi um sonho realizado e um dia de transformação na minha vida”, comentou. “O importante é que conseguimos aprovar a  ampliação das casa de parto na recente Conferência Municipal de Saúde”.

Ao final da cerimônia, a enfermeira obstetra da Casa de Parto, Rosemary Teles, recebeu das mãos da vereadora uma placa comemorativa que será fixada na entrada da Casa de Parto do Sapopemba. “Nosso trabalho voltou a ser valorizado, está  ressurgindo com apoio da atual gestão”, afirmou. “E quem ganha com o atendimento humanizado são as mulheres e o s bebês”.  

Crédito da Foto: M Gomes/CMSP


Assessoria de Imprensa
Vereadora Juliana Cardoso

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