Nova cara da juventude é tema do Boletim Linha Direta desta segunda (3)

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Na atração, jovens lideranças conversam com a Web Rádio Linha Direta sobre os desafios da juventude petista, os impactos das manifestações de junho e os rolezinhos

 
Por Elineudo Meira, Portal Linha Direta
Segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

 

O Boletim Linha Direta desta semana recebe Léa Marques, assessora da secretaria Nacional de Juventude da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o secretário Nacional de Juventude do PT, Jefferson Lima, o presidente do Conselho Nacional de Juventude, (Conjuve), Alessandro Melchior, o secretário municipal de Juventude do PT da Capital paulista, Erik Bouzan e o diretor de políticas educacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), Pedro Paulo Araújo. Eles falam sobre as principais conquistas do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), os desafios da juventude petista e a relação dos governos petistas com a juventude hoje, além debater sobre as novas caras da juventude.

Léa Marques, assessora da secretaria Nacional de Juventude da CUT, fala da importância da nova cara da juventude brasileira – que, para ela, não segue o padrão de que jovem é estudante. “A juventude vai pra além de estudante, é uma juventude que trabalha e que está interessada em discutir cultura; é uma juventude que está no movimento negro combatendo o racismo, que está aí também contra a discriminação, que hoje tem várias caras. Acho que isso é uma característica da nova juventude”, frisa.

Para o secretário Nacional de Juventude do PT, Jefferson Lima, a mudança das caras da nova juventude é um reflexo dos onze anos dos governos Lula e Dilma. “Essa nova juventude é fruto dos avanços do governo do PT. Desde a eleição do nosso companheiro Lula em 2002, a reeleição 2006 e a eleição da nossa presidenta Dilma 2010. Este período fez com que a classe trabalhadora e uma nova expectativa para a uma juventude brasileira surgisse, fruto das políticas sociais, principalmente na área da educação, do trabalh. Conseguindo decentralizar essa politicas está fortalecendo diversos segmentos da juventude”, afirma Jefferson.

De acordo com o presidente do Conjuve, Alessandro Melchior, o olhar e o perfil da juventude é marcado pelas mudanças da última década. “O olhar sobre a juventude e a cara da juventude hoje são marcados pela última década e pelas ações do governo federal (...) É uma juventude profundamente estudantil, o Brasil dobrou o numero de vagas no ensino médio nos últimos dez anos, a gente incluiu, nos últimos dez anos, praticamente a população do ensino médio do Chile. É uma juventude identificada por essas possibilidades de estudar”, explica Melchior.

Erik Bouzan, secretário municipal da Juventude do PT da capital paulista, fala da importância das manifestações de junho do ano passado e do ‘rolezinhos’. “São dois movimentos diferentes. Nas manifestações de junho você tinha pauta e os rolezinhos são importantes no cenário politico, porque eles evidenciam uma espécie de segregação social que existe mesmo, principalmente lá nas grandes cidades o choque cultural é sempre mais forte”, frisa Erik.

Para Pedro Paulo Araújo, diretor de politica educacionais da UNE, é necessário refletir e dialogar para entender a nova cara da juventude. “Muito se diz que a juventude hoje acordou, repudia primeiramente os partidos políticos, repudia entidades representativas, os movimentos populares e sociais. Acho que temos que entender porque chegamos nesse momento e nessa efervescência e que vão às ruas hoje e de onde vem. Acho importante lembrarmos que tínhamos uma juventude nos anos 90 que ela ia às ruas e buscavam por direitos, e após isso, com a conquista de direito para a juventude como: abertura do mercado de trabalho, acesso a universidade. Agora vivemos o terceiro momento em que as ferramentas que foram criadas não satisfazem plenamente a juventude, a juventude quer emprego, mas também quer autonomia de gastar o que ela ganha”, relata Pedro Paulo.

Ouça a entrevista completa nesta segunda-feira (3), às 18 horas: www.radiolinhadireta.org.br

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