Polícia agride violentamente advogado do Movimento Independente de luta por Habitação de Vila Maria

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O advogado Benedito Roberto Barbosa do Movimento Independente de luta por Habitação de Vila Maria foi agredido na última quinta-feira (25/06) pela Polícia durante ação de reintegração de posse, que ocorreu no prédio ocupado pelo Movimento MSTRU, vinculado à Frente de Luta Por Moradia.  As entidades Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, União dos Movimentos de Moradia, Frente de Luta por Moradia, Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo e Central de Movimento Populares, fizeram uma nota para manifestar desagravo e indignação à violência e abuso de poder policial cometido contra o advogado.

Durante a tentativa de ultrapassar o bloqueio do choque para conversar com os moradores que se encontravam incomunicáveis pelo cerco da Polícia,  Benedito foi brutalmente agredido e imobilizado por agentes da tropa de choque da Polícia Militar  e depois detido e encaminhado ao 3º Distrito Policial onde foi lavrado Boletim de Ocorrência tipificado como crime de “resistência”.

Vale ressaltar que o  advogado Benedito Roberto Barbosa estava no exercício de seu mandato – protegido pelo Estatuto da Advocacia ,quando foi agredido e imobilizado.


Reunião na Câmara Municipal presta apoio ao advogado Benedito Barbosa

Na noite da última sexta-feira, 27 de junho, mais de 40 pessoas se reuniram na Câmara Municipal de São Paulo para realizar uma reunião de apoio ao advogado popular e militante pelo direito à moradia, Benedito Roberto Barbosa – conhecido como Dito –, e às demais vítimas da violência policial praticada durante reintegração de posse na Rua Aurora, situada na região central da capital paulista, na última quarta-feira, 25 de junho.
 

As pessoas presentes no episódio deram seus testemunhos sobre o que aconteceu, relatando que a polícia se antecipou na retirada de famílias do prédio, ainda que houvesse acordo para desocupação pacífica do local. Na sequência, dezenas de representantes de entidades e movimentos prestaram solidariedade às vítimas da violência policial e discutiram formas de reagir publicamente e possibilidades de tomar medidas jurídicas em face da atuação das forças repressivas contra os movimentos sociais e populares.

 

Fonte:  Site Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos

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