Município receberá R$ 15,2 milhões para qualificar leitos de UTI Neonatal

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O Ministério da Saúde repassará à Prefeitura R$ 15,2 milhões para a qualificação de 86 leitos de UTI neonatal e outros 48 de cuidados intermediários neonatal em 11 hospitais municipais e outros dois conveniados. O repasse será realizado via Rede Cegonha, programa do Governo Federal que visa garantir o atendimento de qualidade, seguro e humanizado a todas as mulheres.


O anúncio foi realizado na tarde desta segunda-feira (4), pelo prefeito Fernando Haddad, pelo ministro da Saúde Arthur Chioro e pelo secretário municipal da Saúde José de Filippi Júnior. O evento ocorreu no Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes A. Silva, da Vila Nova Cachoeirinha, zona norte da cidade.


"Tudo que nós temos tentado fazer desde o ano passado é alinhar as ações estratégicas da Prefeitura com as ações do Governo Federal, justamente para permitir o maior repasse de recursos da União para o município pela mera adequação e compatibilização de metas e procedimentos na área da Saúde", afirmou o prefeito.


Ainda de acordo com Haddad, o alinhamento possibilitou ao município de São Paulo algo em torno de R$ 800 milhões adicionais do SUS nos dois últimos anos. De R$ 1,4 milhão, os recursos federais destinados à área chegou a R$ 2,2 milhões neste ano. "Foi mera observância de portarias, procedimentos e regulamentos para que nós tivéssemos direito a recursos que seriam nossos, bastando acionar os mecanismos disponíveis para todos os prefeitos e governadores do país", disse Haddad.


"Essa portaria assinada pelo ministro destina R$ 15 milhões para aquilo que nós já fazemos. Nós já realizávamos esse serviço, mas por falta desse credenciamento, o município perdia esse recurso federal", completou o secretário José de Filippi.


Além do valor repassado pelo Ministério à cidade de São Paulo, o ministro Arthur Chioro assinou na mesma ocasião uma série de outras portarias que destinam quantias ao Estado e a outros municípios. “São recursos para fortalecer essa rede de cuidados à saúde da mulher, que se traduzem em um conjunto de estratégias e cuidados que têm a ver com um pré-natal mais qualificado, em assistência ao parto, em assistência aos bebês e à organização desta rede como um todo", disse Chioro.


O montante que será repassado à Prefeitura visa otimizar os serviços prestados pelas maternidades e hospitais que serão beneficiados. São eles Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha do Campo Limpo, Hospital Municipal Cidade Tiradentes, Hospital Municipal Dr. Carmino Caricchio do Tatuapé, Hospital Municipal Professor. Dr. Alípio Correa Neto de Ermelino Matarazzo, Hospital Municipal e Maternidade Prof. Mário Degni do Jd. Sarah, Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya no Jabaquara, Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes A. Silva da Vila Nova Cachoeirinha, Hospital Municipal Prof. Dr. Waldomiro de Paula do Planalto, Hospital Municipal Tide Setúbal, Hospital Municipal Vereador José Storopolli da Vila Maria, Hospital Municipal M’Boi Mirim, Hospital Santa Casa de Santo Amaro e Hospital Amparo Maternal.


Também estiveram presentes Ana Estela Haddad, primeira-dama e coordenadora do programa São Paulo Carinhosa, além das secretárias municipais Denise Motta Dau, de Políticas Para as Mulheres, e Marianne Pinotti, da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.
 
Maternidade-Escola
A maternidade Cachoeirinha foi também credenciada como Hospital de Ensino, reconhecimento dado pelos ministérios da Educação e da Saúde a instituições que reúnem as duas áreas. Trata-se do primeiro hospital de administração municipal a ganhar o credenciamento, que possibilitará o repasse de cerca de R$ 3,5 milhões por ano para a manutenção dos serviços de ensino e pesquisa.

Segundo Pedro Alexandre Federico Breuel, diretor da unidade, o reconhecimento é importante para a saúde pública não só do município, mas para a do Brasil, já que o ensino está relacionado com a qualidade dos profissionais. “Daqui vão sair ginecologistas que seguirão para várias regiões do país. Somos difusores de ensino de qualidade e também um dos berços da neonatologia do Brasil”, afirmou.

A Maternidade Escola Cachoeirinha existe desde 1972. Segundo Breuel, atualmente o hospital é a instituição pública que realiza mais partos na cidade de São Paulo. Em 2013, o número de nascidos vivos da unidade foi de 7.563.

O ministro da Saúde destacou o serviço realizado pela unidade. "Precisamos priorizar o vínculo da nossa clientela com nossos serviços, a qualidade no atendimento, o atingimento de metas que são estabelecidas pelos gestores - inclusive para melhorar a qualidade e humanizar cada vez mais o atendimento -, coisa que eu e o prefeito tivemos hoje a oportunidade de ver aqui. Foram exemplos de como o parto pode ser humanizado e como o atendimento aos bebês e às famílias pode ser feito de uma maneira respeitosa", afirmou Chioro.

Mãe de Murilo Henrique, que nasceu no último dia 2, Stefani Aparecida, de 19 anos, elogiou o atendimento recebido na unidade. "Cheguei aqui já em trabalho de parto e fui muito bem atendida. Todos os funcionários são atenciosos e isso foi fundamental para que me sentisse respeitada e à vontade para receber meu filho", disse ela, que foi acompanhada pela mãe no momento do parto.
 
Rede Cegonha
Lançada em 20111, o programa Rede Cegonha tem como um de suas principais metas o incentivo do parto normal humanizado e a intensificação da assistência integral à saúde de mulheres e crianças, desde o planejamento reprodutivo até o segundo ano de vida do filho. Entre as ações da Rede Cegonha está o custeio de Centros de Parto Normal (CPN), iniciativa que pretende reduzir a taxa de mortalidade materna e as ocorrências de cesarianas desnecessárias na rede pública de saúde.

Além dos R$ 15,2 milhões, outros recursos serão liberados posteriormente pelo Ministério para a abertura de seis Centros de Parto Normal intra-hospitalares na cidade. Também haverá investimentos em melhorias de espaços conhecidos como Casa da Gestante e qualificação do atendimento à mulher. Os Centros de Parto serão voltados para gestantes de baixo risco e serão anexos a hospitais. Dessa forma, no caso de uma intercorrência durante o trabalho de parto, a parturiente poderá ser removida para o centro cirúrgico se necessário.

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