Padilha propõe plano para resolver falta d’água em SP

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Alexandre Padilha propõe o programa “Água Dia e Noite”, com obras emergenciais e estruturantes para resolver a crise de abastecimento de água que vive o Estado de São Paulo. “O PSDB fala muito em cumprir contratos, mas eles rasgaram um contrato com a população paulista ao não fazer o que tinha que ser feito”, comenta o candidato petista ao governo de São Paulo.

Além da manutenção do bônus por consumo reduzido, o programa prevê políticas para redução de perdas e campanhas permanentes de consumo consciente.

Ele defende obras emergenciais, como a ampliação do volume da represa Taiaçupeba, no Sistema Alto Tietê, que beneficiará 3 milhões de moradores da Zona Leste de São Paulo. O enchimento total da Taiaçupeba, que hoje opera com cerca de um terço de seu volume útil, ampliaria a disponibilidade hídrica do Sistema Alto Tietê em 3,4m3/s, para início de operação em 2016.

A Sabesp poderia ter feito a obra orçada em R$ 35 milhões desde 2011. Se estivesse pronta, volume que seria armazenado desde então daria garantia para o abastecimento de 3 milhões de pessoas da Região Leste de São Paulo durante um ano.

Outra obra emergencial proposta por Padilha é a transposição de até 3,5 m³/s do Rio Pequeno para o Rio Grande, no sistema Billings-Guarapiranga, que beneficiaria o ABCD. O custo estimado em dezembro de 2012 é de R$ 45,96 milhões.

No final de 2013, quando os indicadores se mostraram semelhantes aos da seca de 1953, o governo poderia ter iniciado a construção de um sistema de bombeamento e da adutora para ligar o Rio Grande, na Billings, com a represa de Taiaçupeba. Essa solução teria um custo bem menor do que tirar água do Paraíba do Sul. E não colocaria em risco a ampliação de investimentos e empregos no Vale do Paraíba.

No rol das obras estruturantes, Padilha prevê duas novas barragens. A de Pedreira e Duas Pontes, na Bacia do Piracicaba/Capivari/Jundiaí (PCJ), para início de operação em 2018, com Custo estimado em R$ 136,44 milhões (dez/2012). A a de Piraí e Campo Limpo, na Bacia do PCJ, para início de operação em 2018, com custo estimado total de R$ 286,35 milhões (dez/2012).

Ele propõe também o Sistema Adutor PCJ, com vazão de 7 m³/s regularizados nos reservatórios de Pedreira e Duas Pontes, para início de operação em 2018, com custo estimado: R$ 500 milhões.

Padilha acha importante também concluir o sistema produtor São Lourenço, para início de operação em 2018, com custo estimado: R$ 2,21 bilhões.

Padilha critica a falta de transparência da gestão tucana diante do tema, que deixou de realizar obras para aumentar a capacidade de captação, reserva e a oferta de água, principalmente para as Regiões Metropolitanas de São Paulo e Campinas. “São soluções articuladas para enfrentarmos todas as questões”, comentou.

Bônus – A política de bônus para quem reduzir o consumo também está prevista no programa “Água Dia e Noite”.  Outro ponto a ser atacado é a redução de perdas de água no sistema de distribuição. Padilha afirmou que vai, pelo menos, dobrar os investimentos nessa área.  Também foi destacado o esforço de municípios como Campinas e Guarulhos, que aumentaram os índices de tratamento de esgoto, chegando, hoje, a 80% e 50%, respectivamente. “O Governo do Estado precisa fazer sua parte a acelerar as obras de coleta e tratamento de esgoto”, comentou o candidato.

O Pagamento por Serviços Ambientais e a remuneração para municípios produtores de água também foram destacados pelo programa apresentado por Padilha, junto com o estímulo às empresas que adotarem a água de reuso em seus processos de produção e também a captação de água da chuva.

Da Redação da Agência PT de Notícias

 

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