Prefeitura inaugura Caps Álcool e Drogas no Campo Limpo, na zona sul

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O prefeito Fernando Haddad inaugurou na manhã desta quinta-feira (14) o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (Caps AD) do Campo Limpo, na zona sul. A unidade está em funcionamento desde 7 de julho e oferece atendimento psicossocial especializado no tratamento de dependentes de álcool e outras drogas.


"Os usuários de álcool, drogas ou até mesmo dos dois, às vezes dependentes químicos inclusive, não tinham [na região] um centro de referência para se tratar e agora têm. Eu tenho certeza de que isso já vai representar um pequeno alívio para o sofrimento das famílias e dos próprios usuários que buscam apoio sem conseguir", afirmou o prefeito.


Os Caps são equipamentos especializados no cuidado de saúde mental, abertos e comunitários do Sistema Único de Saúde (SUS), criados como alternativas ao modelo tradicional centrado nas internações em hospitais psiquiátricos. No caso dos Caps AD, o público atendido é constituído basicamente por adultos, usuários de álcool ou drogas.


O objetivo é oferecer atendimento e cuidados para o acompanhamento psicossocial, promover a inclusão sócio-cultural pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.


Na unidade inaugurada no Campo Limpo foram investidos mais de R$ 540 mil para a construção. O equipamento funcionará sete dias por semana, 24 horas por dia, inclusive nos feriados, e terá gestão compartilhada com o Hospital Israelita Albert Einstein. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a unidade deve atender a uma população de aproximadamente 613 mil pessoas.


"Esse Caps Álcool e Droga é uma reivindicação de pelo menos 10 anos e, seguindo a sua diretriz, prefeito, e o compromisso que você assumiu com a cidade, estamos entregando esse equipamento aqui no Campo Limpo", disse o secretário municipal de Saúde José de Filippi Júnior, também presente na cerimônia.


O Caps Álcool e Drogas III Campo Limpo é composto por uma equipe multidisciplinar, que inclui psicólogos, psiquiatras, terapeutas ocupacionais, clínicos, assistentes sociais e até mesmo oficineiros. De acordo com o grau de dependência dos usuárias, os pacientes poderão passar por regimes de tratamento intensivo, semi-intensivo e não-intensivo, por meio de consultas individuais ou grupais e oficinas terapêuticas.


Durante a visita à região, o prefeito visitou ainda as obras do Caps Infantil Campo Limpo, que deve ser inaugurado até o final do mês. O equipamento prestará serviço especializado em saúde mental infanto- juvenil, responsável pelo acompanhamento de crianças e adolescentes (0 à 18 anos) em sofrimento psíquico e que apresentam dificuldades em manter ou estabelecer laços sociais implicando um possível prejuízo no desenvolvimento.


Clique aqui e veja a relação completa dos Caps da cidade de São Paulo.


Jardim Macedônia

Também na região, o prefeito passou pela Unidade Básica de Saúde e pelo Pronto Atendimento Jardim Macedônia. Há cerca de um ano, Haddad visitou a unidade e constatou que o local não possuía médicos suficientes para o atendimento à comunidade. Na ocasião, dos cinco profissionais que compunham o corpo médico do equipamento, apenas um prestava atendimento.


Nesta quinta-feira, o cenário era outro. A unidade conta hoje com cinco médicos, dos quais três são cubanos cedidos pelo programa do governo federal Mais Médicos. "A nossa comunidade gostaria de agradecer pelo cumprimento de sua palavra, prefeito. Sofríamos com a falta de médico há pelo menos cinco anos e o senhor conseguiu mudar esse cenário quando trouxe o Mais Médicos aqui para o Campo Limpo", disse João Mota,52, líder comunitário do bairro.


A aposentada Sebastiana Rodrigues de Souza, 73, é atendida regularmente por profissionais estrangeiros na unidade. "Até algum tempo atrás, ficava meses para marcar uma consulta. Vinha aqui toda semana e simplesmente não havia médicos. Hoje faço tratamento de colesterol e de pressão alta e sempre fui bem atendida por eles. É claro que vez ou outra aparece algum problema na comunicação, mas eles são muito atenciosos e repetem até que eu entenda qual é a orientação", disse.


O cubano Rogelio Mena Torres é um dos médicos intercambistas da unidade e se diz muito satisfeito com o trabalho que exerce."Estou aqui há cerca de seis meses e estou gostando muito do meu trabalho. A população que atendemos, apesar de carente, é muito afetuosa. Temos uma relação de troca bem grande", disse o médico.


Além da garantia do corpo médico, a unidade passou por adequações de infraestrutura, com a ampliação da recepção e da sala de curativos, além de uma adequação dos consultórios, por exemplo.

Fonte: Secom - Prefeitura de São Paulo

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