Gestão Haddad estuda iniciativas de mobilidade para motociclistas

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O prefeito Fernando Haddad afirmou nesta quarta-feira (27) que a administração municipal irá discutir a agenda de mobilidade com os motociclistas. O setor reivindicou maior participação depois de acompanhar as ações da administração municipal para ônibus e bicicletas. A Prefeitura criou um grupo de trabalho com integrantes da Secretaria Municipal de Transportes e representantes dos motofretistas para discutir as demandas do grupo.


"Tem muito motociclista em São Paulo, muito trabalhador que usa a motocicleta. O que eles estão pedindo é para entrar na agenda ", disse o prefeito. "Eu acho justo a reivindicação, que eles tenham uma atenção agora, depois que muita coisa já avançou em relação aos ônibus, taxis, bicicletas. Eles precisam de uma política própria para eles, sobretudo na área de educação no trânsito, porque ainda tem muita desinformação sobre os direitos deles e o convívio pacífico com o carro", afirmou.


Para o prefeito, é importante que a discussão agregue o aprendizado de outros municípios e estados, assim como a experiência de outros países. “Motofaixa, por exemplo, não tem em nenhum lugar do Brasil, em nenhum lugar do mundo. Então, por que o mundo não seguiu esse caminho? Por uma razão de que efetivamente não é uma solução para a questão de segurança”, afirmou.


“O caminho passa por outras agendas que eles [motociclistas] mesmos estão propondo: bolsões de estacionamento, educação no trânsito, campanhas educativas, a questão da faixa de pedestres, espaço próprio para os ciclistas nos semáforos. São medidas que vão ajudar muito. Eu determinei que a secretaria de Transportes dedicasse um tempo da sua agenda a recebê-los e a encaminhar as solicitações”, afirmou Haddad.


Malha cicloviária

Sobre as ciclovias, Haddad afirmou que se trata não só de uma questão de mobilidade, mas também um programa de saúde, esporte e meio ambiente. "É um caminho sem volta. A maioria da cidade aprova as ciclovias. Elas são intersetoriais, dialogam com muitas demandas da sociedade simultaneamente", disse.


A atual gestão tem como meta a implementação de 400 quilômetros de ciclovias por toda a cidade até o final de 2015. Desde junho, a Prefeitura vem criando uma malha cicloviária que atualmente possui 30,6 quilômetros. Os últimos bairros atendidos pelas vias foram, além do Centro histórico, Vila Mariana, Paraíso, Aclimação e Liberdade.


O prefeito disse ainda que a Guarda Civil Metropolitana será importante para que a população use, de fato, as ciclovias. E isso não apenas por uma questão de segurança. "A abordagem inicial que nós vamos ter é pedagógica, não punitiva. Queremos que a guarda tenha esta dimensão comunitária, de orientar as pessoas, de reeducar todos nós para uma vida na cidade diferente da atual", afirmou Haddad. "A gente diz que quem aprende a andar de bicicleta não esquece, mas muita gente que andava de bicicleta, deixou de andar, e agora tem uma resistência em retomar", afirmou o prefeito.


Pedale com a Guarda

De acordo com Haddad, a GCM terá um programa chamado Pedale com a Guarda para incentivar o uso correto das ciclovias. A ideia é fazer com que a população retome a cidade gradualmente. "São Paulo tem poucos parques e nós podemos transformar a cidade em um grande parque se nós soubermos utilizar adequadamente", disse o prefeito.


O Pedale com a Guarda será realizado todos os domingos com um passeio ciclístico pela ciclovia da região central da cidade. Serão duas saídas: às 9h e às 11h, e o ponto de partida será na Nova Luz, na rua General Couto de Magalhães, 444, em frente ao Comando Geral da GCM. O destino dos ciclistas serão principais pontos turísticos do centro da capital, com posterior retorno à Nova Luz, completando o trajeto de até duas horas. Além do ponto de partida, haverá mais duas possibilidades de se juntar ao grupo: na Praça da Sé e no Theatro Municipal. O primeiro passeio está previsto para 14 de setembro.


Além de ser uma nova opção de lazer, o projeto tem como objetivo orientar a população sobre o correto uso das ciclovias, assim como incentivar o esporte seguro e melhorar a convivência com o patrimônio histórico da cidade.


Para participar é preciso ter mais de 10 anos, possuir bicicleta e capacete. Também é aconselhável trazer água e protetor solar. Os grupos serão acompanhados por quatro professores em cada saída, em um total de oito profissionais. Vale ressaltar que os mesmos professores também participam do “Projeto Corra com a Guarda” que já recebeu mais de 7.500 pessoas no Parque Ibirapuera. Não é necessária inscrição prévia.

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