Haddad defende integração na segurança pública como propôs Dilma

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu a integração das esferas municipal, estadual e federal para ação de segurança pública. O modelo é baseado na experiência exitosa, durante a Copa do Mundo, como propôs a presidenta Dilma Rousseff. A medida visa compartilhar a responsabilidade entre os entes federativos na gestão da segurança pública. “As três esferas de governo trabalharam em uma única mesa, em uma ação coordenada que funcionou muito bem”, avaliou os trabalhos durante o evento mundial.

Haddad defendeu que os prefeitos têm que ter mais autoridade em relação à segurança pública, porque são eles quem conhecem o território de cada município. O petista argumentou que os prefeitos podem contribuir no planejamento das ações e na distribuição do efetivo no território, em uma responsabilidade compartilhada. Mais cedo, Haddad sancionou o projeto de lei que institui a atividade complementar para os guardas civis, em modelo semelhante à Operação Delegada, realizada em parceria com a Polícia Militar.

A atividade complementar dos guardas será voluntária e remunerada, sendo exercida pelos guardas fora do horário de trabalho. Tanto as ações da Operação Delegada quanto a atividade complementar serão comandadas pela Secretaria de Segurança Urbana. Os membros da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que aderirem ao programa vão atuar principalmente nas escolas em áreas periféricas e em ações contra o comércio ambulante irregular.

“É uma segurança essencial para a garantia de direitos sociais, como é caso de ações nos postos de saúde e nas escolas municipais. É uma assistência sobretudo para postos mais remotos, em que os profissionais de saúde e educação têm mais dificuldade”, disse Haddad.

O limite de carga horária dos GCMs vai ser de 8 horas diárias, fora do horário de expediente, por até dez dias, totalizando 80 horas por mês. A remuneração é de R$ 20 por hora, podendo somar até R$ 160 por dia de trabalho. Inicialmente serão oferecidas 1.500 vagas, para as quais já há 1.200 inscritos. De acordo com a Secretaria de Segurança Urbana, os guardas vão atuar inicialmente em 200 escolas da rede municipal. Estão sendo mapeadas áreas com maior incidência de ocorrências, e a região de São Miguel Paulista, na zona leste, deverá ser uma das primeiras a receber o serviço.

“A presença de um homem ou de uma mulher preparados para o trabalho de segurança e de conexão com as forças da Polícia Militar é uma resposta a uma das maiores reivindicações da comunidade escolar paulistana”, afirmou o secretário municipal de Educação, César Callegari. A Secretaria da Educação vai contribuir com 50 viaturas para ronda nos arredores das escolas, prevista para começar no início do próximo ano letivo.

Fonte: Agência PT de Notícias

 

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