Haddad disponibilizará mais 8.000 paraciclos para estacionar as bicicletas em locais públicos

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Além da criação de 100 quilômetros de ciclovias para dar segurança aos usuários de bicicletas, a Prefeitura de São Paulo também vem trabalhando para ampliar os locais de paradas, conhecidos como paraciclos. Após a inauguração do bicicletário municipal com 102 vagas no Largo da Batata, na zona oeste, realizada em agosto, o município está estruturando um processo licitatório para adquirir 8.000 novos paraciclos para se somarem aos 113 equipamentos existentes.


Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o Termo de Referência para aquisição dos paraciclos está sendo finalizado e o modelo de contratação será divulgado em breve. Com a medida, a cidade poderá saltar das atuais 4.606 vagas de paradas atuais para mais de 20.000 vagas. Atualmente, existem 4.382 em bicicletários, a maioria ligado as estações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e outras 223 vagas em paraciclos instalados em toda a cidade.


“Com a ampliação da malha cicloviária, existem mais pessoas pedalando e por isso, é importante ter mais paraciclos e bicicletários para que essas pessoas sejam estimuladas a usarem a bicicleta. Se o cidadão usa a bicicleta para a metade do caminho e não encontra um local de parada para seguir viagem com outro modal, acaba desistindo”, afirmou o diretor do Instituto Ciclo BR, Felipe Aragonez.


Apesar do processo de aquisição dos 8.000 equipamentos, as opções de pontos de paradas para ciclistas já estão sendo ampliadas em todas as regiões pela Prefeitura. Com a intensificação do projeto SP 400 km, locais como os largos São Francisco e Paissandú, Vale do Anhangabaú, a Rua Doutor Falcão, na região central, a avenida Cruzeiro do Sul, na zona norte, e a praça Braúna, na zona leste, foram alguns que ganharam paraciclos. “Há um avanço, mas ainda é claro que a cidade ainda é carente de estruturas para ciclistas”, disse o diretor do Instituto Ciclo BR.


De acordo com Aragonez, seria importante que a iniciativa privada também adotasse a implementação de paraciclos, em especial, em áreas de grandes circulações como shopping centers e regiões estritamente comerciais. Para ele, o papel das ciclovias e dos ciclistas é cultural, mas mostra avanços. O projeto SP 400 km prevê a implementação de 400 quilômetros de ciclovias até o final de 2015.


“No começo, muitos comerciantes reclamavam das ciclovias. Agora, alguns começam a perceber que os carros parados só bloqueavam a visão de seus comércios. Ciclista também consumidor e se ele tiver a possibilidade de parar em um comércio, é positivo para o comerciante. Alguns já estão investindo, mas é preciso mais”, afirmou.


Plano cicloviário

A cidade de São Paulo alcançou no último dia 23, a marca de 100 quilômetros de ciclovias implementados desde junho de 2014, quando teve início o projeto SP 400km, com a entrega de mais 8,2 quilômetros de vias segregadas para bicicletas no Jardim Helena, na zona leste.


A Prefeitura vai implementar 400 quilômetros de ciclovias até o final de 2015. Esta é a Meta 97, do Programa de Metas. O projeto de ciclovias está articulado com a estrutura de transporte público da cidade e se soma aos 63 quilômetros de ciclovias que já existiam na cidade desde a gestão passada. A extensão pretendida se somará ainda aos 150 quilômetros de ciclovias previstas para serem implantadas junto aos futuros corredores de ônibus.


Os novos percursos deverão ser espalhados pela capital conectados com outros modais de transporte, como terminais de ônibus, equipamentos públicos, escolas, praças, parques e locais de trabalho. Nos projetos concebidos pela área de planejamento cicloviário da CET, o custo por quilômetro está estimado em R$ 200 mil. No total, o investimento será por volta de R$ 80 milhões.

Fonte: Prefeitura de SP - Secom

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