Viva o Bilhete Único: Quem usa mais paga menos

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Diferentemente do que está sendo publicado pela imprensa, a maioria da população usuária de ônibus e metrô não será prejudicada com o reajuste da tarifa de R$ 3,00 para R$3,50. Instituído em 2000, pela então prefeita Marta Suplicy, o Bilhete Único revolucionou o sistema de transporte público na capital paulista.

Tentando confundir a cabeça do usuário, a imprensa foca a modalidade do Bilhete Único Comum como única modalidade ao usuário. Sobre as variações da utilização do Bilhete Único cabe destacar a economia e o incentivo ao uso de transporte público, que a adesão do Bilhete Único Mensal, Semanal e Diário pode proporcionar a população. Os valores das tarifas são as seguintes: Mensal R$140 ou R$230, na versão integrado - Semanal R$ 38 ou R$ 60 na versão integrada - Diário R$ 10 ou R$ 16, na versão integrada.

Seguem alguns exemplos da economia que a adoção do Bilhete Único Mensal, Semanal e Diário poderão representar:

Bilhete Único

Mensal: R$140

Semanal: R$38

Diário: R$10

Comum: R$ 217

Nova tarifa: 49

 

Economia de R$ 77

Considerando a utilização por 31 dias no mês e 2x ao dia

Economia: R$ 11

Considerando a utilização por 7 dias na semana e

2x ao dia

Vantajoso para quem utiliza três ou mais viagens por dia

 

Bilhete Único Integrado (Ônibus/ Metrô ou Trem)

Mensal: R$230

Semanal: R$60

Diário: 16

Comum: R$327

Nova tarifa: R$76,30

 

Economia: R$ 97

Considerando a utilização por 30 dias 2x ao dia

Economia: R$ 16,30

Considerando a utilização por 7 dias

2x ao dia

 Vantajoso para quem utiliza três  ou mais viagens por dia

Ou seja, afirmação publicada na matéria nesta quarta-feira (07/01) no jornal Estado de São Paulo de que 51% usuários serão afetados pelo aumento da tarifa é novamente uma forma da imprensa utilizar uma informação fragmentada para tirar o mérito de grandes conquistas, que são o passe livre para estudantes e o Bilhete Único Mensal, Semanal e Diário.

A cidade de São Paulo possui um índice de trabalho formal superior, a 70%, totalizando, segundo dados da PNAND/CAGED aproximadamente 5,3 milhões de trabalhadores. Desses que são usuários de ônibus ou metrô, a empresa arca com a maior parte do pagamento do Vale Transporte,  cabendo ao trabalhador somente o que atingir 6% do seu salário. Sem contar os trabalhadores informais ou usuário comum que pode contar com as demais modalidades de Bilhete Semanal e Diária, que não tiveram reajuste. 

O que desconstrói mais uma falácia de que os trabalhadores não dispõe o valor total para adquirir o Bilhete Único mensal, pois ele pode adotar outras modalidades de acordo com o que cabe no seu orçamento.

Outras questões sobre o sistema de ônibus deverão ser vistas quando houver a nova licitação prevista para este ano. O que não deveria ocorrer é a tentativa da imprensa de transformar em negativo elementos positivos da medida como a isenção da tarifa para o estudante e o favorecimento do usuário do Bilhete Único, a exemplo do que foi feito com a discussão do IPTU progressivo no ano passado.

 

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