Gestão Haddad: Com novos médicos e leitos, hospitais ampliam internação, cirurgias eletivas e consultas

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A contratação de 500 médicos, passando de 1.600 para 2.100 profissionais, e a reativação de 230 leitos que estavam fechados havia quatro anos resultaram na ampliação do número de internações, consultas e cirurgias eletivas realizadas nos 17 hospitais municipais de São Paulo nos últimos dois anos.

Enquanto em 2012 os 17 hospitais municipais realizaram 249.604 internações, no ano passado o número saltou para 266.469, um incremento de cerca de 7%. No mesmo período, nos equipamentos da rede estadual, houve queda de 1,6%, passando de 427.392 para 420.552. Em relação às cirurgias eletivas, como catarata, fimose e dermatológicas, o incremento na rede municipal foi ainda maior, de cerca de 12%: passou de 25.860 em 2012, antes da atual gestão, para 28.989 durante todo o ano passado.

Considerando ambulatório e pronto-socorro, as consultas no geral, desde as especializadas, de clínica médica e não-médicas de nível superior, também cresceram em torno de 7,7% entre 2012 e 2014, saltando de 3.971.703 para 4.281.119 nos 17 hospitais municipais.

Entre os 230 leitos de hospitais reativados desde 2013, 40 deles eram de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Infantil. Antes da atual gestão, apenas quatro leitos de UTI Infantil estavam em funcionamento na cidade. Desde 2013, com o início da atual gestão, apesar do número menor de equipamentos, os hospitais municipais estão fazendo mais partos que a rede estadual, invertendo uma lógica histórica que vinha desde 2006, com o Estado respondendo pela maior parcela.

Enquanto em 2013 e 2014 os hospitais municipais fizeram, respectivamente, 53.002 e 54.937 partos, os equipamentos do Governo do Estado realizaram 49.966 e 51.263. De 2012 a 2014, o número de partos na rede municipal cresceu 8,4%, e, nos hospitais do Estado, a queda foi de 7,8%. Além dos novos médicos, os dez hospitais de administração direta municipal ainda receberam mais de 5.200 profissionais, entre enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, farmacêuticos, entre outros.

O planejamento da Prefeitura inclui ainda a construção de três novos hospitais, que já estão em andamento, o que não acontecia desde 2007, com a inauguração do Hospital do M’Boi Mirim. Também será feita a entrega de uma nova unidade, na zona sul, onde funciona o Hospital Santa Marina (Vila Santa Catarina). Os quatro equipamentos adicionarão 1.000 novos leitos para a cidade, sendo 260 na unidade da Vila Santa Catarina, que estará em pleno funcionamento até outubro deste ano. 

Em Parelheiros, no extremo sul, onde o hospital está em obras desde o início deste ano, serão mais 250 leitos, assim como na Brasilândia, zona norte, que terá a construção iniciada no próximo semestre. Na Vila Matilde, na zona leste, o projeto executivo está sendo finalizado, e a licitação será lançada também no próximo semestre, somando mais 250 leitos.


Mudanças no sistema de gestão
Em relação às cirurgias de urgência e emergência, houve queda de 5,7% no atendimento nos hospitais municipais na comparação entre 2012 e o ano passado, saindo de 27.135 para 25.581. A queda acontece, principalmente, por conta da mudança de registros das cirurgias no sistema eletrônico municipal, iniciada em 2013. Anteriormente, suturas por cortes domésticos, por exemplo, eram enquadradas como pequenas cirurgias e atualmente, não são mais. 

O mesmo acontece com as chamadas consultas não médicas de nível superior. Antes da atual gestão, a triagem com medição de pressão arterial e temperatura, feita por um enfermeiro, também era registrada como consulta, o que não acontece mais. 

Outro motivo para a queda está na mudança de operação do Hospital Alexandre Zaio, na zona leste, que deixou de ter oficialmente atendimento cirúrgico média complexidade e ortopedia. A medida foi tomada porque o prédio e as instalações do local são antigas, ainda da gestão do prefeito Jânio Quadros, com poucas intervenções no período, e não tinham estrutura para atendimentos mais complexos, o que fazia com que o paciente tivesse de ser transferido para outra unidade. Com isso, as cirurgias de urgência e emergência no local caíram de 318 em 2012 para 32 no ano passado. No local, será construído um novo hospital, com 250 leitos. O projeto executivo está sendo finalizado, e a licitação será lançada no próximo semestre.

Outra medida para evitar distorções dos dados é a implantação do Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU), projeto do Ministério da Educação que objetiva padronizar práticas assistenciais e administrativas em todos os hospitais universitários. O sistema, que torna mais fiel e em tempo real o lançamento dos dados, já está implantado em três hospitais municipais, será iniciado em um quarto a partir de julho e estará nos dez de administração direta da Autarquia até o fim deste ano.


Diminuição da fila
Em toda a rede municipal de Saúde, considerando não só os hospitais, houve queda de 18% na fila de espera por procedimentos como consultas clínicas, cirúrgicas e exames entre 2012 e 2014. Enquanto, em dezembro de 2012, 810.511 pessoas aguardavam por algum desses atendimentos, no último mês do ano passado eram 667.669 cidadãos.

A maior queda foi nos exames ou procedimentos de apoio diagnóstico e terapêutico, como ultrassonografias, biópsias e de sangue, em torno de 49% menor, passando 307.988 pessoas para 157.650 na fila de espera. Em relação às consultas médicas, a diminuição foi de 4%, de 353.208 pessoas esperando em dezembro de 2012 para 337.919 no último mês do ano passado.

Um dos motivos para a queda é a implementação de oito hospitais dia da Rede Hora Certa, criada a partir de 2013. Eles se somam a quatro unidades móveis do programa. As chamadas “arenas” percorrem simultaneamente bairros da periferia, focando na realização de exames chamados medico-dependentes, com a intenção de atender mais rapidamente quem está esperando.

Fonte: Prefeitura de SP- Secom

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