Jornal elogia novo limite de velocidade sugerido por Haddad nas marginais de S

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O jornal “Folha de S. Paulo” elogiou, em editorial publicado nesta quarta-feira (22), a decisão de reduzir os limites de velocidade nas marginais Tietê e Pinheiros, em São Paulo.

“Vai na direção correta a decisão da Prefeitura de São Paulo de reduzir os limites de velocidade nas marginais Tietê e Pinheiros”, avalia o jornal.

A iniciativa, tomada pelo prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), é uma “experiência”. O projeto entrou em vigor, com aplicação de multas, na segunda-feira (20).

O limite de velocidade nas vias foi reduzido de 90 km/h para 70 km/h, nas faixas expressas, e nas locais, de 70 km/h para 50 km/h. Nas pistas centrais, a velocidade máxima é de 60 km/h.

“[A intenção da CET é], ao diminuir o número de acidentes, melhorar a velocidade média dos veículos. Essa é a experiência que está sendo tentada e já foi realizada em várias cidades do mundo, é uma tendência internacional”, explicou o prefeito, em entrevista à Rádio Estadão, na terça-feira (21).

Leia o editorial, na íntegra:

“Apenas quatro minutos

Vai na direção correta a decisão da Prefeitura de São Paulo de reduzir os limites de velocidade nas marginais Tietê e Pinheiros. O objetivo principal da medida é diminuir a letalidade do trânsito paulistano. Em 2014, os acidentes deixaram 73 mortos e 1.399 feridos se consideradas apenas essas duas vias.

Embora nem sempre se perceba o tema por esse ângulo, combater a carnificina nas ruas e avenidas brasileiras é um imperativo de saúde pública.

O país registrou mais de 42 mil mortos e 170 mil internações no SUS em 2013. Para o governo, a conta ficou em R$ 230 milhões; para a sociedade, em R$ 28 bilhões, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), decorrentes das perdas humanas e da paralisação de atividades produtivas.

Estudos internacionais apontam as vantagens de desacelerar o fluxo de automóveis: em velocidades mais baixas, é menor tanto a distância necessária para frear o carro com segurança como a probabilidade de uma lesão fatal.

Dados do Departamento de Transportes do Reino Unido indicam que o risco de morte por atropelamento, por exemplo, é de 45% quando o veículo se desloca a 48 km/h, mas aumenta para 85% caso se mova a 64 km/h.

Os benefícios da iniciativa, aliás, já foram constatados na própria cidade de São Paulo: nas ruas da região central em que se reduziram os limites para 40 km/h, houve queda de 18,5% no total de acidentes e de 71% na ocorrência de mortes.

No caso das marginais, a medida cobrará um preço pequeno em termos de tempo dos motoristas e passageiros: um acréscimo de quatro minutos em cada uma das vias para quem fizer o percurso completo e com as pistas livres.

Os evidentes benefícios e as pequenas desvantagens desse tipo de medida, no entanto, não eximem a prefeitura de maior zelo ao implementar as mudanças.

A definição dos limites de velocidade nas artérias paulistanas muitas vezes parece seguir critérios arbitrários, com alterações inexplicáveis em uma mesma avenida ou tetos diferentes para ruas parecidas. A confusão de nada ajuda o motorista, que de resto passa a questionar o sentido da novidade.

Verdade que pontos de grande fluxo populacional –escolas, hospitais, estações– exigem restrições específicas. Mas nem sempre é possível entender as incongruências.

O sistema viário não pode se converter numa colcha de retalhos; precisa ter um mínimo de racionalidade e o máximo de sinalização –sob pena de a população se perceber vítima de uma “indústria de multas”, usada apenas para reforçar o caixa da prefeitura.”

Fonte: Agência PT de Notícias

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