‘Não podemos aceitar a intolerância’, diz dirigente do PT em SP sobre ataque

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O presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores em São Paulo, Paulo Fiorilo, afirmou nesta segunda-feira (17) que o ataque ao prédio do partido, nesta madrugada, é “inadmissível”, assim como os outros episódios de violência contra a legenda registrados nos últimos meses.

Paulo criticou o atual clima de hostilidade e intolerância, sobretudo contra o PT e os demais representantes da esquerda brasileira. “Não podemos permitir que as pessoas não tenham segurança para uma manifestação ou que saiam na rua com medo de ser achincalhada”, ressaltou.

De acordo com o presidente, a sede foi invadida por volta de 1h40 da manhã desta segunda-feira (17). Armários e gavetas foram vasculhadas sem que nada fosse levado. Havia mais de 20 computadores e um aparelho de televisão na área próxima à sala revirada.

A invasão durou entre sete e dez minutos, até que a empresa privada responsável pelo alarme instalado na sede chegasse ao local.

Paulo chamou a atenção para o fato de o ataque ter acontecido no dia seguinte às manifestações contra a presidenta Dilma Rousseff e o PT, no domingo.

Esta é a quarta invasão de um prédio ligado ao partido ou a suas lideranças somente este ano, em São Paulo. No final de julho, jogaram uma bomba no Instituto Lula. Antes, houve a invasão de um diretório em Jundiaí e de outro no centro de São Paulo.

Ele lembrou ainda que outros segmentos sociais, como jornalistas e integrantes de religiões de matriz africana, foram vítimas recentes da violência.

Para enfrentar a intolerância, os Diretórios do PT, do PCO, do PDT e do PCdoB criaram a Frente de Defesa e Luta pela Democracia.

“Nós fizemos o ato domingo no Instituto Lula, vamos fazer outra ação no dia 20. Temos feito nossos atos em defesa da democracia, do governo Dilma e do Estado de Direito”, detalhou.

Atentado – A Polícia Civil foi acionada e realizou a perícia no local, após o registro do boletim de ocorrência. Agora, a diretoria estuda uma forma de intensificar a segurança. “Claro que pode ser um assalto comum, o que nos preocupa é que este se soma a ataques que já ocorreram”, declarou Paulo.

Fonte: Cristina Sena, da Agência PT de Notícias

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