Hospital Dia São Miguel é aprovado por pacientes de cirurgia de catarata

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Neuza Apolinário, Hélio dos Anjos, Wilson de Mattos e Maria da Glória dos Santos iniciaram nesta terça-feira (25) uma nova fase em suas vidas. Retomaram à vida normal após se livrar da catarata. Todos têm idade de 60 anos ou mais e realizaram a cirurgia no Hospital Dia São Miguel – Rede Hora Certa (zona Leste). Bem antes do entardecer haviam sido liberados. Até setembro a unidade deverá realizar 150 operações de catarata. Para fazer exames e cirurgias o usuário deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa, onde será avaliado antes de ser encaminhado à Rede Hora Certa.

A catarata é uma opacidade do cristalino (lente natural do olho). A pessoa apresenta visão nublada, como se olhasse por uma janela embaçada. Essa visão pode prejudicar tarefas como ler, dirigir ou interpretar a expressão das pessoas.

As cirurgias do Hospital Dia São Miguel – Rede Hora Certa - são fruto de uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Paulista de Estudos e Pesquisas em Oftalmologia (Ipepo). Os pacientes dispõem de centro médico e de diagnósticos para oferta de consultas em oftalmologia, exames de especialidades (retinografia, mapeamento de retina, campimetria, tonometria e potencial de acuidade visual), além de cirurgias oftalmológicas.

A gente não sente nada’

Na sala pré-operatória, o mineiro Hélio dos Anjos, de 74 anos, anima os vizinhos sobre o procedimento. “Há pouco mais de um mês eu fiz a cirurgia no olho direito. Agora será no olho esquerdo. A cirurgia é rápida, a gente não sente nada”, afirma Hélio, que é motorista e sonha em “voltar a viajar”.

A seu lado, com aparência preocupada, o azulejista Wilson Pinto de Matos, de 59 anos, fará a cirurgia pela primeira. “Estava sentindo a vista embaçada há seis meses”. Matos não sofre com diabetes, hipertensão ou outros problemas de base, mas estava preocupado com o pós-operatório. Ficou mais aliviado após conhecer a experiência de Hélio dos Anjos.

De acordo com Gustavo da Motta Torres, médico cirurgião e oftalmologista do Ipepo, pessoas impossibilitadas de realizar atividades normais por conta dessa “cegueira transitória” recuperam 100% da visão. “A catarata é totalmente revertida”, garante.

A maioria dos pacientes já realizou o procedimento em um dos olhos e sente-se tranquila. Neuza Apolinário, mineira de 69 anos, fez há um ano sua primeira cirurgia de catarata, no olho esquerdo. Ela diz que nem se lembra qual foi a sensação e está feliz por ter conseguido melhorar os resultados dos exames e ser liberada para o procedimento.

Moradora de São Miguel, Neuza recorda-se de que operou o olho esquerdo com a mesma equipe do Ipepo, em 2014. “Eu estava marcada para fazer agora novamente lá [na Rua Pedro de Toledo], mas me transferiram para cá e é bem melhor. Está mais perto de casa”, afirmou.

Atendimento

Maria Teodora dos Santos comemora a conclusão da cirurgia de sua irmã, Maria da Glória. “Ela teve que desmarcar a operação uns dias antes por conta da diabetes, que passou 300 [taxa de glicemia]. No domingo ela ficou muito nervosa, a diabetes foi a 251. Então ela fez dieta e hoje estava bem”, diz Maria Teodora, que elogiou o atendimento no Hospital Dia São Miguel.

Ao lado da mãe, o administrador de empresas Luis Fernando também aprovou o acolhimento. “É a primeira vez que venho a essa unidade do Hora Certa. Já estive em outras. O pessoal é muito educado. Isso precisa ser reconhecido. Muitas coisas precisam melhorar, mas é imprescindível mostrar o que está melhorando, mostrar os avanços”, diz Luís Fernando.

A satisfação não se restringe ao atendimento cirúrgico. Hélio dos Anjos, que já havia feito um exame de outra especialidade no local, ficou surpreso ao saber que poderia realizar a cirurgia perto de sua casa. “Eu estou contente. Acho muito bom ter esse tipo de serviço perto de casa. O atendimento é muito bom”, afirma.

Ondas de ultrassom

Segundo Torres, o método cirúrgico é a facoemulsificação. Por meio de uma pequena incisão no olho, o médico utiliza um aparelho que emite ondas de ultrassom. Elas irão fragmentar o cristalino opacificado pela catarata, removido por aspiração e substituído por uma lente intraocular flexível para compensar o grau do cristalino normal. “Uma cirurgia de catarata leva de 15 a 20 minutos”, explica.

Outro benefício é a anestesia local, colírios de ação tópica. “Não há necessidade de internação e pontos. A recuperação é rápida. Os pacientes são admitidos, fazem a cirurgia, são liberados para fazer a recuperação em casa, com prescrição de colírios e orientação do acompanhamento e retorno ao ambulatório”, completa o cirurgião.

Recuperação rápida

A alta médica ocorre em 30 dias, mas o oftalmologista ressalta que há casos onde o paciente passa a usufruir de boa visão em até 24 horas. Marlene Nunes Teixeira, filha do cearense João Teixeira, com problemas auditivos e portador da patologia genética retinose pigmentar - perda da visão periférica -, conta que a recuperação de seu pai foi rápida. “Ele disse que a visão dele até clareou. A recuperação foi tranquila”, afirmou Marlene, cujo pai mora em Ermelino Matarazzo.

No centro cirúrgico, a enfermeira Vera Lúcia da Silva Mara orienta sobre os cuidados no processo pós-operatório da paciente Maria da Glória Moraes dos Santos, que voltava da cirurgia do olho direito e preparava-se para deixar o Hospital Dia com a irmã e o sobrinho. “A primeira vez [20/07] operei na unidade da Rua Pedro de Toledo. Hoje foi aqui. Os dois lugares são muito bons, a equipe também. Estou confiante que vou voltar a enxergar bem”, diz a paciente.

Fonte: Cecilia Figueiredo, CRSL

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