Não queremos multas nem infrações de trânsito, diz Haddad em conversa com cidadãos pela internet

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Na tarde desta terça-feira (6), o prefeito Fernando Haddad respondeu, ao vivo pelo YouTube, a uma série de perguntas enviadas por meio das redes sociais nas últimas 24 horas. Entre os principais temas abordados pelo prefeito durante uma hora de conversa com os internautas estava a redução da velocidade máxima para 50 km/h em vias arteriais. A medida faz parte do Programa de Proteção à Vida, que pretende diminuir o número de acidentes e de vítimas do trânsito na capital paulista.

Questionado sobre a existência de uma suposta “indústria da multa”, Haddad reiterou o objetivo de salvar vidas com a redução. “Não há multas sem infração e o que queremos na cidade é que não haja infrações e não haja multas. Não precisamos nem de uma coisa nem outra. A Prefeitura de São Paulo não vive de multas. As multas representam um valor pequeno diante do orçamento da cidade. Não representa sequer parte dos investimentos da cidade”, afirmou o prefeito.

Haddad lembrou que as ações adotadas pela atual gestão, como a implantação de ciclovias e o programa CET no Seu Bairro, que intensifica a sinalização em bairros periféricos, causaram queda de 18,5% nas mortes no trânsito. “Os custos de saúde associados às vítimas de trânsito, tanto do ponto de vista da fatalidade quanto do número de feridos, representam um prejuízo muito superior à cidade do que a arrecadação com multas. Essas pessoas têm que receber pronto-atendimento na maioria dos casos e às vezes ficam nas filas de cirurgias ortopédicas e outras mais complicadas”, disse.

Na conversa ao vivo, Haddad esclareceu ainda dúvidas sobre mobilidade urbana, meio ambiente e reciclagem de resíduos sólidos, além de investimentos em habitação, ações para prevenção de enchentes e projetos para a iluminação pública na cidade. Mais de 1.400 pessoas acompanharam, de forma simultânea, a transmissão ao vivo. Em menos de 24 horas, cerca de 500 interações foram feitas com a hashtag #PergunteAoPrefeito, por meio da qual os internautas puderam enviar perguntas até às 14h desta terça. Cerca de 350 questões foram selecionadas, e a conversa do prefeito com os cidadãos foi um dos assuntos mais comentados no Twitter em São Paulo. 

“Para mim, foi uma experiência ótima falar com vocês e espero que tenhamos outra oportunidade, mais pessoas possam fazer perguntas com a liberdade democrática que todos nós cultuamos e que esses esclarecimentos possam ter servido para uma análise mais crítica e mais reflexiva do trabalho que estamos desenvolvendo e que isso, eventualmente, possa se reverter em mais participação e sugestões para a administração, que está sempre aberta aos conselhos de vocês”, afirmou o prefeito.

Uber
Logo no início da transmissão, na primeira pergunta, o prefeito falou sobre a regulamentação do aplicativo Uber. De acordo com Haddad, é preciso conciliar os interesses dos 30 mil taxistas em atividade, dos cerca de 50 mil profissionais habilitados que pedem a obtenção do alvará e dos cerca de 10 mil que trabalham como segundo motorista de alvarás já expedidos, aos pleitos dos usuários que querem mais tecnologia, qualidade e agilidade no atendimento. A decisão do Executivo sobre o tema deve ser apresentada à cidade ainda nesta semana.

“O que vamos anunciar amanhã ou depois é o resultado dessa reflexão. O poder público tem que regular os serviços que são prestados na cidade, tem que assimilar novas tecnologias, tem que respeitar os profissionais que há décadas colaboram com o poder público, mas tem que abrir novas oportunidades para que outros profissionais possam atender a população que exige mais qualidade”, disse Haddad.

Habitação
Sobre habitação, o prefeito afirmou que a atual gestão investiu mais de meio milhão de reais em desapropriações visando à implantação do programa Minha Casa Minha Vida. A cidade conta com 28 mil unidades habitacionais entregues ou em obra, e o município desapropriou terrenos para a construção de outras casas, mas depende do Governo Federal para que as obras sejam iniciadas. “Temos a meta de chegar a 55 mil. Para isso, tenho que tomar duas providências: comprar os terrenos, isso já foi feito, e licenciar novos projetos. Dos 27 mil restantes, 16 mil já estão licenciados. Queremos chegar até o final do ano com todos os terrenos necessários para o cumprimento da meta comprados e todos os projetos de implantação licenciados. Com isso a questão está resolvida? Não. Para estar resolvida, preciso da fase 3 do Programa Minha Casa Minha Vida, que neste momento está suspensa”, afirmou.

Haddad também explicou que os programas habitacionais do Brasil dependem do recurso federal, e os prefeitos são responsáveis pela doação do terreno para a Caixa. “Essa administração já investiu R$ 578 milhões em desapropriação única e exclusivamente para o Minha Casa Minha Vida. Então nossa parte nós fizemos e agora, junto com o movimento de moradia, estamos pleiteando junto ao Governo Federal que a parte de São Paulo seja suficiente para o cumprimento da meta que foi estabelecida em 2013”, disse.

Metas
Haddad também falou sobre a execução do Programa de Metas 2013-2016. “Temos 123 metas pactuadas com a sociedade no primeiro semestre do meu governo. Dessas 123 metas, eu acredito que vamos cumprir em torno de 100 delas integralmente. Vamos chegar a 100% dessas 100 metas”, afirmou.

O prefeito também falou sobre outras ações que não estavam previstas no Programa de Metas, mas que foram implantadas no seu governo. “O Passe Livre não está no Programa de Metas. Talvez seja o programa mais custoso para a Prefeitura de São Paulo, com R$ 400 milhões por ano. Dá para fazer 10 CEUs por ano só com o Programa Passe Livre. Não prometemos e nem estava no Programa de Metas, mas nós cumprimos porque achamos que a reivindicação dos estudantes de não ter que pagar para estudar deveria incluir o transporte”, disse o prefeito.

 

Fonte: Prefeitura de SP- Secom

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