Gestão Haddad: Festival de Direitos Humanos reúne quase o dobro de pessoas que ato da Paulista

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Cerca de 70 mil pessoas assistiram ao encerramento do 3º Festival de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo, realizado na tarde de domingo (13), no Parque do Ibirapuera, segundo levantamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

“Tinha pelo menos o dobro de gente que havia na Avenida Paulista”, destacou o secretário municipal de Direitos Humanos, Eduardo Suplicy, lembrando a baixa adesão dos paulistanos à manifestação golpista que pede o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Mesmo contando com sete trios elétricos e apoio da mídia comercial, a manifestação na Av. Paulista pelo impeachment da presidenta Dilma teve participação de apenas 40 mil pessoas, segundo o Instituto Datafolha.

Festival de Direitos Humanos – O Festival, realizado pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT-SP) está na sua 3ª edição e, segundo Suplicy, o evento tem crescido muito em participação e atividades. “Tem sido fantástico. É muito gratificante ver a participação das pessoas”, disse.

Para o secretário municipal, uma metrópole como São Paulo precisa de um debate constante sobre direitos humanos, pois, “infelizmente”, há violações aos direitos fundamentais com certa frequência.

“Por isso, é muito importante haver conscientização da população sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos e também sobre o artigo 5º da nossa Constituição”, ressaltou.

Suplicy chegou a subir ao palco, durante apresentação do grupo de Rap Racionais MC’s. Ele foi chamado ao palco por Mano Brown, que o considera “um cara de respeito” e acompanhou as músicas Negro Drama e Vida Loka Parte 2.

O rapper definiu o momento atual como “conturbadíssimo”, em que é preciso cuidado com o “individualismo”. Em seguida, o ex-senador cantou Blowin in the Wind, do cantor norte-americano Bob Dylan.

Além do show de encerramento, milhares de pessoas participaram dos sete dias de evento que contou com exposições, exibição de filmes, peças teatrais, debates, shows e a entrega dos prêmios Educação em Direitos Humanos e Dom Paulo Evaristo Arns, este último concedido à ex-prefeita da capital paulista e atual deputada federal Luiza Erundina (PSB).

Outro produto do festival é o calendário Minha Cidade, para o ano de 2016, ilustrado com fotos feitas por pessoas em situação de rua.

“Foram distribuídas 100 câmeras para que cada um fotografasse aquilo que considera importante na cidade. Foram mais de 2 mil imagens, das quais foram selecionadas 13″, disse Suplicy.

Fonte:  Agência PT de Notícias, com informações da “Rede Brasil Atual”

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