Carnaval de rua em São Paulo terá 355 blocos com desfiles em várias regiões da cidade

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O carnaval de rua de São Paulo terá 374 desfiles de blocos e cinco palcos com atrações culturais em todas as regiões da cidade. Em 2016, a folia acontecerá de 29 de janeiro a 14 de fevereiro e receberá investimentos de R$ 10,5 milhões em infraestrutura. O destaque da festa deste ano é a descentralização das atrações, com o crescimento de 44% na quantidade de blocos na periferia. Veja a apresentação

“O carnaval de São Paulo está crescendo com organização, com planejamento. Nosso carnaval tende a ser o maior do Brasil porque nós estamos na maior metrópole brasileira. As pessoas querem participar desta festa, mas nós temos que respeitar o direito dos outros cidadãos. Este equilíbrio é fundamental. A prefeitura está mobilizada para ter um melhor serviço, uma melhor infraestrutura”, afirmou o secretário Nabil Bonduki (Cultura). Segundo Bonduki, é esperada a participação de 2 milhões de pessoas.

No total, o carnaval de rua será realizado por 355 blocos, 35% mais que no último ano. Serão 139 desfiles nos dias 29, 30 e 31 de janeiro, 147 desfiles no feriado de carnaval e 88 desfiles de pós-carnaval, até 14 de fevereiro. Um dos diferenciais da festa de rua paulistana é que a participação na folia é gratuita. A programação completa estará disponível a partir de 29 de janeiro pela internet.

Os blocos foram cadastrados e seus trajetos foram organizados em parceria com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e com as subprefeituras. Os grupos recebem uma autorização especial, que garante estrutura e acompanhamento pela equipe da prefeitura, para garantir segurança e conforto dos foliões.

Em comparação com 2015, os investimentos na infraestrutura cresceram 66%. Do total de recursos, 35% são verbas dos patrocinadores, a marca de cerveja Amstel e da Caixa Econômica Federal.

A quantidade de banheiros químicos cresceu 170%, com a contratação de 8.108 diárias, frente a 3 mil no ano anterior. Do total, 328 banheiros serão adaptados para pessoas com deficiência. O público poderá contar ainda com o apoio de 242 ambulâncias de remoção, 122 UTIs móveis e 48 postos médicos. Para atuar na organização do trânsito, haverá a atuação de 1.700 agentes da CET, um aumento de mais de 80% em relação a 2015, quanto 900 agentes trabalharam nos desfiles. Haverá também mais guardas civis metropolitanos, que terão um efetivo de 2 mil profissionais, 25% a mais do que no último carnaval. Após o desfile dos blocos, uma equipe de 2.100 agentes limpará as ruas. Em 2015, foram 423,5 toneladas de resíduos recolhidas por 1.900 agentes.

Os vendedores ambulantes interessados em trabalhar no carnaval de rua têm até 29 de janeiro para se cadastrar. Até o momento, 4 mil ambulantes já estão credenciados. Na festa, eles estarão identificados com colete e crachá. A fiscalização do comércio irregular e da lei Cidade Limpa será feita por 130 agentes vistores e mais 250 profissionais das subprefeituras. Uma novidade deste ano é que a equipe foi capacitada, em parceria com a secretaria municipal de Políticas para as Mulheres, a fazer o primeiro atendimento a vítimas de assédio e abuso sexual.

A cidade contará novamente com o trabalho de uma sala de situação, que monitorará a realização dos desfiles em toda a cidade. O grupo de profissionais envolvidos na segurança e organização do carnaval ficará reunido na sede da CET, localizada na rua Bela Cintra, na região central.


Descentralização
O carnaval de rua de São Paulo acontecerá em 28 subprefeituras da cidade. Pela primeira vez, a programação chegará às subprefeituras Sapopemba e Guaianases, na zona leste. As áreas com mais crescimento no número de blocos foram Sé, Vila Mariana e Santana.


A subprefeitura que receberá a maior quantidade de blocos é a Sé, com 91 grupos. Nesta região, foram organizados desfiles de maior porte na avenida Rio Branco e Tiradentes, com dispersão no Vale do Anhangabaú. Uma operação espcial também foi preparada para os dois blocos de grande porte que acontecerão na subprefeitura da Vila Mariana: o Monobloco e o Bicho Maluco Beleza, do cantor Alceu Valença. A festa acontecerá na avenida Pedro Álvares Cabral. Durante a folia, os portões do parque Ibirapuera que ficam próximos à avenida serão fechados.

Além dos blocos, cinco palcos serão montados no M’Boi Mirim, na zona sul, em Taipas, na zona norte, em Itaquera, na zona leste, no Centro e em Pinheiros, zona oeste. As atrações acontecerão nos dias 6, 7, 8 e 9 de fevereiro. Na programação, um dos destaques é a banda Orquídeas do Brasil e Nalis Assumpção, show que terá a participação de Alcione, Fafá de Belém, Morais Moreira, Beto Barbosa e Tulipa Ruiz. As Casas de Cultura também entrarão na folia com bailes infantis e temáticos. Veja aqui detalhes da programação.

outra diversão será um Concurso Livre de Fantasias na avenida Paulista. No domingo de Carnaval (7), dez jurados circularão pela via, que estará aberta para pedestres e ciclistas. Para participar da brincadeira, basta ir passear fantasiado.

“Queremos criar mais alternativas. Tivemos o crescimento de blocos na periferia, temos agora palcos, tudo isso são ações que buscam enfrentar o problema da centralização das atrações”, explicou Bonduki. De acordo com pesquisa realizada pela São Paulo Turismo em 2015, 78% dos foliões são moradores de São Paulo, sendo 69% na faixa etária entre 24 e 39 anos. Deste público, 42% optou por ficar na cidade para curtir o carnaval de rua.


Subprefeitura de Pinheiros
O quadrilátero formado pelas ruas Wisard, Girassol, Inácio Pereira da Rocha e Mourato Coelho no bairro da Vila Madalena, na subprefeitura de Pinheiros, terá uma operação especial em parceria com a Polícia Militar. Os seis quarteirões que foram delimitados pela Zona de Atenção Especial (ZAE) poderão receber no máximo 15 mil pessoas e terão acesso controlado. Somente será permitida a entrada de veículos de moradores e os desfiles na área ocorrerão apenas até as 16h.  Nos portões de acesso, será possível entrar apenas com a quantidade de bebida adequada ao consumo próprio, sendo proibidas garrafas de vidro.


O acesso dos foliões será realizado em portões de controle nas esquinas das ruas Mourato Coelho e Hermes Fontes, das ruas Inácio Pereira da Rocha e Fidalga e das ruas Wisard e Fradique Coutinho.

Nas demais regiões de Pinheiros, os desfiles acontecerão até as 20h. Os blocos não foram autorizados a circular em vias de grande circulação do bairro, como as avenidas Paulo VI e Sumaré e as ruas Teodoro Sampaio, Cardeal Arco Verde e Henrique Schaumann. No total, a subprefeitura receberá 69 blocos.

Como em 2015, a região será monitorada por uma equipe em uma base localizada na esquina das ruas Mourato Coelho e Inácio Pereira da Rocha. “Temos conversado com os moradores e feito uma campanha. Cadastramos 200 pessoas que moram nesta zona de atenção especial para fazer a comunicação de mudanças, como da feira livre e de linhas de ônibus, e também sobre os trajetos e horários dos blocos”, disse a subprefeita Harmi Takiya (Pinheiros). Segundo a subprefeita, o diálogo também ocorre com os empresários que possuem bares na região, para que os estabelecimentos colaborem com a operação de dispersão dos foliões.


Organização
A Prefeitura iniciou o trabalho de cadastramento e organização do carnaval de rua paulista em 2013. Desde então, oferece aos grupos um Plano de Apoio, que inclui por exemplo banheiros químicos, gradis, segurança e ambulâncias. Para 2016, as inscrições ficaram abertas de 17 de novembro a 13 de dezembro de 2015.  Após o cadastro, foram realizadas reuniões nas subprefeituras para definir a ocupação das ruas e planejar a infraestrutura de serviços. No total, a operação do Carnaval envolve 14 secretarias municipais.

 

Fonte: Prefeitura de SP - Secom

 

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