Haddad diz que só pela cultura se supera a intolerância

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou hoje (4) que as políticas de cultura são fundamentais para que o país possa se desenvolver e para que seja possível combater a onda de intolerância que se verifica na atual crise política. Ele participou da posse da nova secretária de Cultura, Maria do Rosário Ramalho. Ela afirmou que seu principal objetivo é continuar a política já executada pelo órgão, que tem como prioridade romper as desigualdades territoriais da cidade no acesso à cultura. Ela ocupa o lugar de Nabil Bonduki, que pretende se candidatar à reeleição como vereador, pelo PT.

"Se não for pela cultura, não sei que caminho teremos para adquirir uma postura de tolerância e paz neste momento que o país vive. Só vai ser possível construir o Brasil que queremos, do progresso e da diminuição da desigualdade, por meio da cultura", disse Haddad. O prefeito afirmou que, em São Paulo, a cultura dialoga com outras políticas públicas municipais, citando como exemplos a modernização da iluminação de vias, as medidas para agilizar a mobilidade urbana e a regulamentação dos horários dos bailes funk, associando-as à ampliação das possibilidades culturais.

Maria do Rosário é funcionária pública de carreira e vinha trabalhando como secretária-adjunta. Ela terá a incumbência de dar continuidade às políticas já desenvolvidas pelos seus antecessores – é a terceira a ocupar o posto, já que Nabil Bonduki havia substituído Juca Ferreira, chamado por Dilma para ser ministro da Cultura.

"Vamos seguir a marcar dessa gestão, que é ocupar os espaços públicos, expandir a programação cultural, ter salas de cinema de última geração espalhadas pela cidade, nos CEUs (Centros Educacionais Unificados)", disse durante a cerimônia que reuniu desde lideranças indígenas até diretores do Teatro Municipal, passando por coletivos culturais da periferia e por membros de sindicatos de artistas.

A nova secretária comprometeu-se especificamente a implementar o Conselho Municipal de Cultura e o Fundo Municipal de Cultura, além de resolver a defasagem administrativa da Secretaria de Cultura, trabalhar pela isenção de IPTU dos teatros de rua, implementar equipamentos culturais nas periferias e aprovar a Lei de Fomento à Periferia, que fornecerá verba para que coletivos culturais das periferias desenvolvam seu trabalho – um grupo de manifestantes que reivindicava a aprovação da lei aplaudiu a fala. Por fim, ela afirmou que lutará para ampliar o orçamento da pasta.

"Ela terá o desafio de continuar políticas para ampliar a estrutura econômica da cultura, o esvaziamento do quadro de pessoal e romper com as desigualdades territoriais no acesso à cultura", reforçou o ex-secretário Bonduki.

Fonte: Rede Brasil Atual

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