Gestão Haddad: Modernização reduz pela metade falhas em semáforos de São Paulo

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Com a modernização de 4.465 cruzamentos semafóricos da cidade de São Paulo, as falhas dos equipamentos caíram, em média, 42% nos últimos três anos. Enquanto em 2013, antes do Programa de Revitalização Semafórica, a média de cruzamentos fora de funcionamento era 57 por dia, ou cerca de 1% dos 6.013 semáforos existentes na época, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), neste ano, o número foi reduzido para 33 ocorrências por dia, ou apenas 0,5%. Atualmente, a capital paulista conta com 6.318 cruzamentos semaforizados.

Para se ter uma ideia, em 14 de fevereiro de 2013, antes da revitalização iniciada em agosto daquele ano, a cidade atingiu cerca de 230 semáforos fora de funcionamento ao mesmo tempo. Na semana passada, quando a Região Metropolitana enfrentou fortes chuvas, 35 semáforos registraram falhas simultâneas. Como comparativo, o dia 14 de fevereiro de 2013 teve média de 27,6 mm de chuvas, e entre os dias 10 e 11 de março deste ano, foi de 52,5 mm.

“Antes da revitalização, os verões deixavam todos preocupados, porque tivemos dias chuvosos em que atendemos até 600 ocorrências em 2011 e média de 6% a 10% de semáforos fora de funcionamento. Tínhamos equipamentos em situação precária, com mais de 20 anos de uso, e que por falta de aterramento das colunas, oferecia até risco de choque elétrico para os pedestres. Hoje, trabalhamos no máximo com 1% de falhas, o que é um padrão internacional e o sistema ganhou a confiabilidade”, afirmou o gerente de sinalização da CET, Laurindo Borges Santana.

No caso dos semáforos que registram falhas, o tempo de resposta de manutenção também foi reduzido nos últimos três anos, segundo o diretor de sinalização da CET. Enquanto em 2013, a média do atendimento demorava cerca de 12 horas, atualmente, a maioria das ocorrências, entre o tempo de deslocamento e a volta da operação é de até 6 horas, com o trabalho feito pelos três consórcios responsáveis pelo serviço. A Prefeitura trabalha para reduzir esse período para duas horas, como determina o contrato, mas além de congestionamentos, problemas como furtos ainda são obstáculos.

“Por exemplo, na Praça Pedro Corazza, assim como já aconteceu, se furtarem os cabos são mais de 2.400 metros e é mais difícil fazer a manutenção em duas horas, porque é um trabalho mais complexo. Mas com a Central de Manutenção Semafórica e os GPRS que foram instalados, quase 60% dos casos consigo resolver fazendo um reset da própria central, o que não era possível antes. Os equipamentos são monitorados 24 horas por dia”, disse Santana.

A Prefeitura já revitalizou os semáforos de mais de 4.645 cruzamentos da cidade, com troca de sistema elétrico, instalação de novos controladores e de no-breaks. Com investimentos de R$ 221,94 milhões, a meta é realizar a modernização completa de 4.800 cruzamentos. Atualmente, já foi realizada a manutenção em 96,7% dos locais previstos no programa, que abrange cerca de 73,5% dos cruzamentos semaforizados. A revitalização consiste na recuperação das instalações elétricas e do sistema de proteção com aterramento. Há ainda a instalação de 1.400 no-breaks, para garantir o funcionamento em caso de falta de energia elétrica, 1.000 controladores e 1.800 dispositivos de detecção de falhas.

Onda verde
Com o Programa de Revitalização Semafórico praticamente concluído, a Prefeitura vem ampliando uso de tecnologia para melhorar a facilidade de centralização dos controladores, ou seja, a sincronia entre os semáforos. Cerca de 900 chips já foram instalados em cruzamentos de São Paulo, os primeiros da história da capital paulista, e está prevista a implantação de mais de 1.500 por um contrato recentemente firmado pelo município.

“Depois de reestabelecer a confiabilidade do sistema, queremos dar mais um passo. Aproveitando desse sistema mais robusto, queremos que o motorista não passe pela situação de pegar um semáforo verde e logo em frente outro vermelho. Com os chips e uma tecnologia PON, queremos dar a sensação de uma onda verde, melhorando a sincronia, com a possibilidade de acertar os relógios dos controladores. Ainda vai demorar um tempo para que isso seja perceptível, mas o motorista que está mais exigente, não se contenta só com o semáforo ter menos defeito”, afirmou o gerente de sinalização da CET.

Fonte: Prefeitura de SP - Secom

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