Prefeitura deve implementar Juventude Viva ainda este ano em São Paulo

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad anunciou, em 11 de janeiro, a criação de um grupo de trabalho para elaborar uma proposta de parceria com o governo federal para o Plano Juventude Viva, programa de combate à violência contra jovens negros.

Por Portal SNJ, com informação Portal Última Instância
Sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


O grupo contará com representantes das secretarias de Direitos Humanos, Coordenação das Subprefeituras, Segurança Pública, Educação, Saúde, Cultura, Trabalho, Esportes, Promoção da Igualdade Racial, Políticas para as Mulheres, Desenvolvimento Social e Comunicação.

As secretarias têm 15 dias para indicar seus representantes. No primeiro momento ,o grupo de trabalho deverá realizar um levantamento e atualizar os dados referentes à violência policial na cidade de São Paulo. A partir destes dados, a prefeitura começará a trabalhar na elaboração de um cronograma de adoção do programa no município. O plano em São Paulo deverá ser coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos e Participação Social e Igualdade Racial.

Segundo Gabriel Medina, coordenador de juventude da Secretaria de Direitos Humanos e Participação Social, é possível que algumas iniciativas do plano sejam implementadas em São Paulo ainda em 2013. No entanto, ele advertiu que será “necessário olhar para a realidade de São Paulo e não transpor [diretamente] o que foi implementado em Alagoas [onde o programa foi lançado em setembro de 2012], pois é preciso que o plano tenha efetividade real no município”. Medina também lembrou que, inicialmente, São Paulo só entrou na lista das cidades que deveriam adotar o Plano Juventude Viva por ser uma capital. Segundo ele, os índices de homicídios de jovens na cidade estão entre os menores do país.

O coordenador ainda afirmou que a implementação do Juventude Viva em São Paulo passa também por estabelecer diálogo com o governo estadual. “Não tem como combater a questão da violência contra juventude só com política social, é preciso também debater a segurança pública”, afirmou. Além do diálogo com governo estadual e federal, o grupo de trabalho deverá também fazer um levantamento sobre a disponibilidade de recursos e convênios para efetivar o plano na cidade.

Atualmente os homicídios são a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no Brasil e atingem especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos. O governo federal escolheu Alagoas para o lançamento do Plano Juventude Viva porque o estado possui o maior índice de homicídios entre a juventude no país.

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