Veja-SP deturpa infromações sobre a gestão Haddad

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Na tentativa de resgatar a credibilidade de um pseudo-intelectual comentarista da Veja on line, a Veja-São Paulo distorce informações sobre a gestão municipal e falseia conclusões.

Omite, por exemplo, a informação de que foi a Controladoria Geral do Município, criada na atual gestão, e não o TCM ou a Câmara Municipal, que apurou irregularidades na medição das obras da ciclovia Ceagesp-Ibirapuera realizada pela construtora Jofege.

Veja erra até quando acerta. A verdade deve se submeter aos objetivos de seus editores. Afinal, o custo, depois das sindicâncias da CGM, é exatamente o que a revista preconiza: R$ 29,4 milhões. Insinuações do tipo “o argumento não convenceu os técnicos dos órgãos de controle de contas públicas” ou “suspeita-se que o superfaturamento pode ser maior e se repetir em outros trechos” são típicos do jornalismo parcial praticado pela redação da revista.

Foram glosados R$ 6,8 milhões e a fiscalização de contratos pela CGM analisa os serviços finais realizados e avalia cada uma das medições apresentadas para concluir os serviços.

O esforço para desconstruir a administração passa também por críticas equivocadas com relação ao programa De Braços Abertos, que Veja criticou desde o primeiro momento, ainda que a ação tenha sido reconhecida em todo o mundo, pelos mais importantes veículos de comunicação e por renomados especialistas em redução de danos.

Os editores de Veja-SP sequer se atualizaram com relação a questão da moradia dos beneficiários do programa. Despreza a informação de que vários hotéis foram descredenciados e outros contratados. E ironiza resultados como a queda de 1.500 para 300 frequentadores na região da Cracolândia e a redução de consumo de 88% dos beneficiários de 42 para 17 pedras por semana.

No quesito Educação, mais uma vez Veja SP omite dados fornecidos pela Prefeitura. Entre janeiro de 2013 e abril de 2016, a Educação Infantil na cidade de São Paulo aumentou em 90.455 o número de matrículas garantidas, das quais 62.827 foram criadas entre janeiro de 2015 e abril de 2016. Do total de matrículas garantidas na Educação Infantil, 73.945 são destinadas ao atendimento em creche, sendo 47.825 criadas entre janeiro de 2015 e abril de 2016.

Desde 2013, foram implantadas 370 novas creches, sendo 254 delas só entre janeiro de 2015 e abril de 2016. As creches são implantadas em imóveis construídos pela Prefeitura e em imóveis próprios ou locados pelas organizações da sociedade civil que mantêm parceria com a Prefeitura para atendimento em creche. Esta é a maior expansão já registrada na Cidade de São Paulo.

A Rede Municipal de Ensino tem atualmente 2.016 Centros de Educação Infantil (CEIs), sendo 1.985 em funcionamento, que garantem matrículas para 275.967 crianças em creche. As Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs - pré-escolas) garantem matrículas para outras 215.813 crianças em pré-escola. Assim, o atendimento na Educação Infantil garante matrícula para 491.780 crianças.

Em 30 de abril de 2016, a demanda por pré-escola foi de 5.014 crianças, a menor já registrada em abril. No mês de abril de 2013, a demanda cadastrada era de 18.361; em 2014, era de 14.891; e, em 2015, era de 11.540. São Paulo será uma das poucas cidades brasileiras a universalizar o atendimento até o final de 2016.

A demanda cadastrada por creche foi de 92.109, também a menor já registrada do mês de abril. No mês de abril de 2012, a demanda cadastrada era de 132.981; em 2013, era de 111.321; em 2014, era de 117.440; e, em 2015, era 110.488.

A Prefeitura está construindo 167 equipamentos educacionais, entre 84 obras concluídas (38 creches, 31 EMEIs, 14 EMEFs e um CEU), 79 em obras (53 creches, 17 EMEIs, uma EMEFs e 8 CEUs) e quatro estão aguardando ordem de início nos próximos dias (três CEIs e uma EMEF). Além disso, há 18 obras em fase da licitação (seis CEUs - que contêm seis CEIs e seis EMEIs).

Além disso, a Prefeitura de São Paulo entregou, em abril 2015, o CEU Heliópolis. Outros oito centros estão em fase de obras e devem ser entregues até dezembro deste ano: Freguesia do Ó, Parque Novo Mundo, Carrão/Tatuapé, José de Anchieta, São Miguel, José Bonifácio/São Pedro, Parque do Carmo e Vila Alpina.

Outros seis CEUs estão em processo final de licitação: Pinheirinho D'Água, Taipas, Cidade Tiradentes, Joamar/Tremembé, Campo Limpo/Piracuama e Grajaú/Petrolina. Além desses, outras cinco unidades estão em fase de projetos e definição de área: CEUs Imperador/Sapopemba, Ermelino, Cidade Líder, Fernão Dias/Vila Medeiros e Santo Amaro.

É claro, os editores de Veja-SP, assim como o pseudo-intectual costuma reagir, dirão da sua incredulidade dos dados. Preferem ficar agarrados à versão e não aos fatos.

Como, por exemplo, na questão dos hospitais municipais. Dos três prometidos, um foi entregue e está atendendo a população do Jabaquara e outros bairros da Zona Sul, o Hospital Vila Santa Catarina. O de Parelheiros está em obras aceleradas. E o de Vila Brasilândia está atrasado apenas pelo fato de que teve que ser deslocado do local original, em função do projeto de estação do Metrô. Não se entrega a população um hospital municipal há 11 anos, ainda assim Veja-SP quer parecer que parece pouco.

O mesmo se aplica aos ambulatórios de especialidade da rede Hora Certa, aliás, também criada por esta gestão. Das 32 unidades projetadas, 16 foram entregues e outras 16 estão em obras. Da mesma forma, que foram entregues oito UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e 15 estão em construção.

Veja-SP acerta quando diz que o edital da PPP da iluminação pública ainda tramita no TCM e que o objetivo é trocar 580 mil lâmpadas de vapor de sódio por LED. Trata-se do primeiro e maior projeto de parceria público-privada do mundo. Mas, omite que a atual gestão instalou mais de 52 mil luminárias com tecnologia LED em bairros como Jardim Monte Azul, Brasilandia, e Lajeado e que nos próximos dias deve inaugurar a nova iluminação no Jardim Angela, Jardim Helena, Pedreira e Sapopemba. Com investimento de R$ 200 milhões, serão instaladas um total de 120 mil luminárias LED apenas no primeiro ano do projeto. O distrito de Raposo Tavares também ganhou 5.100 pontos de iluminação LED. Além disso, quase 19 mil pontos de iluminação LED foram instalados pela atual gestão em locais como a Marginal Pinheiros a avenida 23 de maio e o entorno da Arena Corinthians, em Itaquera.

Menos mal que os editores de Veja-SP concordam que foram 500 quilômetros de faixas exclusivas de ônibus. Entretanto, sempre na tentativa de atingir a administração informam que o Tribunal de Contas da União apurou sobrepreço de R$ 64 milhões e recomendou a paralisação dos trabalhos. Nada disso está comprovado. O TCU pediu esclarecimentos e a Prefeitura informou o órgão federal.

Veja-SP não consegue lidar com uma informação meridiana. Depois de elogiar o programa de redução de velocidade nas vias da cidade e ressaltar que se poupou 20% das mortes no trânsito, ela prefere assumir uma obscura denúncia do promotor Marcelo Milani que denuncia uma “indústria e multas” para aumentar a arrecadação da Prefeitura. A denúncia é tão estapafúrdia quanto a reportagem. A verdade é que enquanto a Organização Municipal de Saúde coloca o Brasil entre os quatro países da América Latina com maior número de mortes no trânsito, 23,4 por 100 mil habitantes, a cidade de São Paulo ostenta o número de 8,2 por 100 mil. Mas, esta informação transmitida aos repórteres de Veja, contraditava o que se pretendia publicar e foi descartada.

Finalmente, com relação ao projeto Arco do Futuro, várias de suas ações estão consagradas no novo Plano Diretor e na Lei de Uso e Ocupação do Solo, ambos elaborados e aprovados nesta gestão. O que não tem a menor graça para os moradores de São Paulo é a tentativa de Veja-SP de livrar a cara de um pseudo-intelectual que, todo mundo sabe, nunca se recuperou da surra que lhe foi aplicada na última entrevista, ao vivo, com o prefeito Fernando Haddad.

Fonte: Prefeitura de SP - Secom

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