“Com os resultados obtidos pela nossa gestão, vamos abaixar a cabeça para quem?  Nós não temos adversários. Se espremer os nosso adversários (nas próximas eleições), não sai nada”. De modo confiante, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, discursou para uma plateia que tomou o auditório da Uninove, no bairro da Liberdade, na Abertura do Processo de Discussão do Programa de Governo à disputa das eleições municipais deste ano.

O prefeito afirmou que a oposição é fraca em propostas para a cidade. “Eles só fazem programas do governo do anti, do anti-PT. Nós fazemos a favor. Só somos anti uma coisa: a extrema desigualdade social do Brasil”.

No encontro, o secretário de governo, Chico Macena, mostrou que as promessa da gestão Haddad foram cumpridas – e em muitos casos superadas – em praticamente todos os setores, como educação, mobilidade urbana, saúde, drenagem, cultura e cidadania.

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(foto: Paulo Pinto/Agência PT)

O secretário destacou ações como WiFi SP Livre, os três novos hospitais, a iluminação de led nas periferias, a redução de mortos e feridos no trânsito, a implementação de ciclovias, os novos parques públicos (como o Chácara do Jockey), o passe livre nos ônibus para 637 mil estudantes, o Programa Braços Abertos, as universidades nos CEUs, os alimentos orgânicos nas escolas e as 375 novas creches.

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(foto: Paulo Pinto/Agência PT)

Para Haddad, é fundamental discutir o plano de governo com a militância e a sociedade. “Não são necessárias mais do que três pessoas para fazer um programa de governo qualquer. Mas precisamos de todos vocês para fazer o melhor programa de governo. Temos que fazer uma síntese que seja representativa do maior número de pessoas possível”, afirmou.

O prefeito disse que a sociedade – sobretudo a juventude – não vai deixar o País retroceder. “O Brasil saiu de três milhões de universitários, antes do Lula, para oito milhões de universitários. A juventude não vai deixar o Brasil andar para trás. O Brasil do século 21 não vai caber no Brasil do século 19″.

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(foto: Paulo Pinto/Agência PT)

Haddad garantiu que não deixará o PT. “Eu me filiei ao PT na década de 1980. Com o Lula com 85% de aprovação é fácil ser petista. Correr do desafio no momento difícil, virar as costas para as pessoas da periferia, como se fosse muito mais nobre que qualquer um, não é política. Política é projeto coletivo”.

“Nem o Lula seria quem é sem vocês. Nenhum líder existe, por mais carismático que seja, sem energia social”, destacou Haddad.

Sobre o governo golpista de Michel Temer, o prefeito de São Paulo afirmou que suas ações – como extinguir o Ministério da Educação e outras medidas que caíram no desagrado da população – não foram discutidas e aprovadas pelo voto.

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(foto: Paulo Pinto/Agência PT)

O combate à corrupção, disse Haddad, é uma marca de seu governo. Ele lembrou que abriu a Controladoria Geral do Município que ajudou a recuperar aos cofres públicos cerca de R$ 300 milhões que haviam sido desviados em gestões anteriores. “Não roubar é uma obrigação. Não deixar roubar é uma arte. E recuperar dinheiro roubado é um milagre”.

Além do prefeito Fernando Haddad e do secretário de Governo Chico Macena, compuseram a mesa Osvaldo Bezerra "Pipoca", que coordendou na atividade, os membros da executiva municipal e coordenadores do GT- do Programa de Governo 2016 - Vera Machado e Francisco Carvalho; o Coordenador do Programa de Governo Vicente Cândido; e os representantes do Governo para o próximo programa Anita Stefani e Felipe Teixeira.

Fonte: Bruno Hoffmann, da Agência PT de Notícias